
Polícia britânica encerra investigação ativa do desaparecimento de Ben Needham após 35 anos (Foto: Instagram)
Em julho de 1991, um menino britânico de apenas 21 meses desapareceu na ilha grega de Kos, transformando uma tarde comum em um dos casos mais longos e dolorosos acompanhados pela polícia britânica. Ben Needham estava do lado de fora de uma casa de fazenda no vilarejo de Iraklis, onde seus avós trabalhavam em uma reforma, quando sumiu sem deixar vestígios.
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Mais de três décadas depois, sua mãe, Kerry Needham, ainda busca respostas. Agora, aos 51 anos, ela recebeu uma notícia que descreveu como devastadora: a Polícia de South Yorkshire informou que não continuará investigando ativamente o desaparecimento de Ben. A força policial disse que permanecerá disponível para apoiar as autoridades gregas caso surjam novas evidências, mas não conduzirá mais a investigação como antes.
Ben tinha menos de 2 anos quando foi visto pela última vez. Na época, a primeira apuração ficou sob responsabilidade da polícia grega. O caso ganhou atenção internacional e, em 2011, a Polícia de South Yorkshire passou a atuar diretamente na investigação, já que Ben era britânico e sua família vivia no Reino Unido.
A casa de fazenda em Iraklis se tornou o ponto central das buscas. Foi ali que Ben desapareceu enquanto seus avós reformavam o imóvel. Ao longo dos anos, investigadores retornaram ao local em diferentes momentos, tentando encontrar qualquer pista que pudesse explicar o que aconteceu.
A polícia britânica realizou duas grandes operações de busca na área. A primeira ocorreu em 2011, quando a força assumiu um papel mais ativo no caso. A segunda aconteceu em 2016, novamente concentrada no entorno da propriedade onde o menino foi visto pela última vez.
Uma das principais hipóteses levantadas por investigadores foi a de que Ben teria sofrido um acidente perto da fazenda. O detetive Jon Cousins, que liderou a investigação, já afirmou anteriormente acreditar nessa possibilidade. Ainda assim, nenhuma prova definitiva foi encontrada para confirmar essa linha.
Kerry, por outro lado, sempre sustentou outra possibilidade: a de que seu filho possa ter sido levado por alguém. Para ela, ainda existem caminhos que precisam ser explorados.
Ao saber que a Polícia de South Yorkshire não investigaria mais ativamente o caso, Kerry afirmou ter ficado em “choque absoluto” e “devastada”. Ela disse: “Por quase 35 anos, lutamos todos os dias para manter o caso de Ben vivo, para buscar respostas e para garantir que ele nunca seja esquecido.”
Ela também declarou: “Acreditamos que ainda existem caminhos a explorar. Isso parece um passo devastador para trás.”
A força policial afirmou em comunicado: “Continuamos prontos para apoiar as autoridades gregas caso qualquer nova evidência venha à tona, e continuamos comprometidos em apoiar Kerry.” A polícia também disse que, após 35 anos, precisa garantir que os caminhos adequados estejam em vigor e continuem funcionando de forma apropriada.
Kerry decidiu escrever ao governo britânico pedindo que intervenha e reverta a decisão. Para ela, encerrar a atuação ativa da polícia britânica reduz as chances de descobrir o que aconteceu com Ben.
Ao longo dos anos, várias pessoas apareceram alegando, sem base comprovada, que poderiam ser o menino desaparecido. Em março deste ano, Kerry contou que foi procurada por uma mulher dizendo que seu namorado teria sido adotado ilegalmente quando criança e que se parecia muito com as imagens de progressão de idade de Ben. Segundo Kerry, o homem estaria disposto a fazer um teste de DNA e aguardava o andamento por meio da Interpol.
Mesmo diante da nova decisão policial, Kerry afirma que não vai desistir. O desaparecimento de Ben Needham continua sem resposta, preso entre buscas frustradas, hipóteses não comprovadas e a insistência de uma mãe que atravessou 35 anos tentando encontrar o filho.


