A australiana Rebecca Sharrock, de 27 anos, possui uma condição neurológica rara chamada Memória Autobiográfica Altamente Superior, que permite recordar cerca de 95% das experiências vividas com alto nível de detalhe. Sons, cheiros e emoções fazem parte das lembranças, que, segundo ela, permanecem como se tivessem acontecido recentemente.
O diagnóstico começou a ser considerado ainda na infância, quando os pais perceberam a precisão incomum com que Rebecca descrevia acontecimentos passados. Aos 23 anos, ao assistir a um documentário sobre HSAM, ela identificou que sua capacidade ia além de uma memória considerada comum.
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Entre as lembranças, estão episódios extremamente precoces, como o cobertor que usava ainda bebê, o ambiente ao redor do berço e momentos da primeira infância. Ela também afirma recordar sonhos e experiências com poucos meses de vida.
Apesar da capacidade incomum, a condição também envolve desafios. Isso porque memórias negativas são revividas com a mesma intensidade emocional do momento em que ocorreram.
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O caso de Rebecca tem sido acompanhado por pesquisadores e já contribuiu para estudos em instituições como a Universidade da Califórnia e a Universidade de Queensland. As pesquisas buscam compreender melhor o funcionamento da memória humana e suas relações com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.










