O britânico Andreas Christopheros teve a vida transformada após ser vítima de um ataque com ácido sulfúrico dentro de casa, em dezembro de 2014, no Reino Unido. O agressor, David Phillips, teria confundido o alvo e lançou o produto diretamente no rosto da vítima.
Christopheros sofreu queimaduras graves, perdeu a visão de um olho e ficou sem pálpebras, o que o impede de fechar os olhos para dormir ou se proteger da luz. Desde então, passou por pelo menos dez cirurgias reconstrutivas, com enxertos de pele retirados de outras partes do corpo.
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O agressor foi condenado à prisão perpétua em 2015 por causar lesões corporais graves com intenção. Após recurso, a pena foi reduzida para 16 anos, com possibilidade de liberdade condicional após o cumprimento de metade da sentença.
Uma década após o ataque, a recuperação da vítima ainda está em andamento, com novas cirurgias sendo realizadas regularmente. “Quando você passa por algo tão severo como um ataque com ácido, não é sobre reconstruir sua vida, é sobre construir uma vida completamente nova”, afirmou.
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Christopheros tem atuado na defesa de mudanças na legislação britânica. Ele pede penas mais rigorosas e o fim da chamada “regra de duas infrações”, que prevê punição mínima apenas em reincidência para porte de ácido.
“Faz anos que pedimos penas mais duras. O governo precisa adotar uma postura mais firme e olhar para as diretrizes de sentença”, disse.
Em nota, o Ministério da Justiça do Reino Unido afirmou que ataques com ácido “devastam vidas” e destacou que mudanças recentes na legislação permitem que autores desse tipo de crime sejam condenados à prisão perpétua.


