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Farol de Alexandria: Descobertas Subaquáticas de uma Maravilha Antiga

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Recuperação subaquática: bloco monumental do Farol de Alexandria chega à superfície (Foto: Instagram)

O Farol de Alexandria foi uma das maravilhas arquitetônicas mais notáveis da Antiguidade. Construído aproximadamente no século III a.C., na ilha de Faros, no Egito, ele orientava as embarcações que chegavam ao movimentado porto de Alexandria. Com cerca de 100 metros de altura, sua presença dominava a paisagem costeira e sua luz auxiliava os marinheiros a cruzarem uma área vital para o comércio no Mediterrâneo.

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A estrutura era composta por grandes blocos de pedra e possuía múltiplos níveis. A base era uma construção robusta e ampla. Acima dela, uma seção mais estreita sustentava a parte superior, onde o fogo permanecia aceso. A luz refletida ajudava os navios a localizar a entrada do porto, especialmente em noites escuras ou em condições de navegação difíceis.

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Durante mais de mil anos, o farol resistiu ao vento, ao sal e ao movimento constante da cidade ao seu redor. Contudo, a região de Alexandria enfrentou fortes terremotos ao longo da Idade Média. Esses tremores danificaram gradualmente a estrutura, até que partes significativas acabaram desmoronando.

Entre os séculos X e XIV, o farol perdeu sua forma original. Grandes blocos caíram, estátuas foram destruídas e fragmentos arquitetônicos acabaram no mar. Com o tempo, o que restava da antiga maravilha desapareceu da superfície. As águas cobriram as peças como um cofre sem chave, guardando colunas, esculturas e blocos monumentais sob camadas de areia, algas e sedimentos.

No local onde o farol se erguia, séculos depois, foi construída a fortaleza de Qaitbay. Parte do material da antiga estrutura pode ter sido reutilizada na nova construção, prática comum em obras antigas e medievais.

A recuperação de partes do Farol de Alexandria começou com trabalhos de arqueologia subaquática na costa da cidade. Mergulhadores e especialistas mapearam o fundo do mar e identificaram blocos de pedra, colunas, esfinges, estátuas e elementos associados ao antigo complexo portuário.

Algumas dessas peças foram retiradas da água com o auxílio de equipamentos pesados, como guindastes e plataformas flutuantes. O processo exige extremo cuidado, pois muitos fragmentos passaram séculos submersos e podem se deteriorar rapidamente ao entrar em contato com o ar.

Cada bloco recuperado ajuda a entender melhor o tamanho, a engenharia e a aparência do farol. As peças também revelam como Alexandria unia ciência, navegação, arquitetura e poder político em uma única construção. Hoje, os vestígios do farol continuam divididos entre o fundo do mar, estudos arqueológicos e propostas de preservação.

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