
Manifestantes pro-Lula tomam orla de Copacabana no feriado de 12 de outubro (Foto: Instagram)
A orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi tomada por uma multidão de manifestantes que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento ocorreu no feriado de 12 de outubro e contou com a presença de estudantes, idosos, famílias e movimentos sociais, ocupando sete quarteirões da Avenida Atlântica. Este ato seguiu uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia anterior, que também reuniu milhares de pessoas.
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O ato em Copacabana teve início ao meio-dia, próximo ao Posto 5, com bandeiras do Brasil, cartazes e camisetas vermelhas. Embora o presidente Lula não tenha comparecido, deputados federais, lideranças estudantis e representantes de movimentos sociais marcaram presença. Além disso, na Lapa, sambistas e integrantes da cultura popular participaram de uma manifestação similar. Em outras partes do Brasil, como Salvador, na Bahia, e Fortaleza, no Ceará, também ocorreram manifestações significativas.
Em Salvador, a manifestação começou às 9h na região do Cristo da Barra, espalhando-se pelas ruas adjacentes e causando lentidão no trânsito. No domingo anterior, a cidade já havia registrado caminhadas em bairros como Itapuã, Piatã e Campo Grande. Em Fortaleza, o ato ocorreu no bairro Conjunto Ceará, com a presença do prefeito Evandro Leitão e outros líderes políticos.
Essas manifestações são parte de um movimento nacional ocorrido no domingo, 11 de outubro, com 156 ações registradas em 76 cidades brasileiras, conforme o Comitê Popular de Luta. As atividades incluíram caminhadas, atos públicos e carreatas em apoio à reeleição de Lula, à democracia e a demandas sociais.
Entre os manifestantes em Copacabana estava Clara Davidorch, uma professora aposentada de 87 anos, que destacou a importância de lutar por direitos conquistados. Ao seu lado, a estudante Suelen Geovana, de 25 anos, defendeu o acesso à educação pública e à igualdade de direitos. A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou seus filhos para ensinar-lhes a importância do debate democrático.
A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Pesquisas recentes indicam que a diferença entre os dois candidatos está diminuindo, com Lula ganhando terreno nas intenções de voto.


