O Hamas elogiou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os palestinos após o discurso do brasileiro na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York. Em manifestação enviada ao Metrópoles, o representante político do grupo palestino no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou a postura de Lula como “positiva” e afirmou que o presidente escolheu estar “do lado certo da história”.
Durante o pronunciamento na ONU, em 22 de setembro, Lula voltou a tratar da situação na Faixa de Gaza e atribuiu ao governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a responsabilidade pelo que classificou como genocídio contra mulheres e crianças palestinas. No mesmo trecho, o presidente também condenou os atos terroristas cometidos pelo Hamas e afirmou que civis israelenses sofreram as consequências dessas ações.
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Apesar das críticas feitas ao grupo, a ala política do Hamas avaliou positivamente a posição adotada pelo presidente brasileiro em relação aos palestinos. “Essa é uma postura positiva por parte de um grupo de países que aponta para a direção certa, para o bem da humanidade. Netanyahu e outros criminosos de guerra são declarados uma ameaça à humanidade e a principal causa da instabilidade e da falta de segurança em nível global”, afirmou Qaddoumi ao Metrópoles.
O representante do Hamas também declarou que Lula “escolheu estar do lado certo da história” ao comentar a atuação do presidente brasileiro diante da situação dos palestinos. “Eu, pessoalmente, considero o presidente Lula, do Brasil, como alguém que está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos”, completou Qaddoumi.
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No discurso diante dos líderes internacionais, Lula afirmou que as consequências da guerra permanecerão entre os palestinos por gerações e, ao mesmo tempo, responsabilizou o Hamas pelo impacto de seus ataques sobre a população israelense.
A manifestação de Qaddoumi foi enviada ao Metrópoles após o pronunciamento de Lula na Assembleia Geral. Segundo o veículo, o Hamas já havia agradecido posicionamentos do presidente brasileiro sobre o conflito na Faixa de Gaza em 2024.


