Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Relacionamentos com IAs afetam saúde emocional e social de adolescentes, indica estudo

Date:


Adolescentes criam laços emocionais com IAs em busca de conexão e aceitação. (Foto: Instagram)

Conversas com inteligências artificiais que simulam relacionamentos afetivos estão se tornando parte da rotina de muitos adolescentes, segundo pesquisa publicada na revista Computers in Human Behavior Reports. O estudo analisou como o envolvimento emocional com chatbots pode influenciar negativamente o desenvolvimento social e afetivo de jovens entre 13 e 17 anos.

++ Dormindo e lucrando: o truque de IA que virou renda passiva de gente comum

A pesquisa envolveu 324 adolescentes divididos em grupos que interagiram com diferentes tipos de IA: algumas neutras, outras programadas para demonstrar empatia. Após duas semanas, os que criaram vínculos emocionais com a tecnologia demonstraram maior tempo de tela, menor interesse por relações humanas e sinais de solidão e dependência.

++ Autor de série Tremembé expõe ‘Real’ motivo de Suzane von Richthofen ter matado os pais

O psicólogo Eugênio Brajão, do Hospital Japonês Santa Cruz, aponta que jovens tímidos e inseguros buscam nas IAs uma sensação de aceitação. Esse “conforto” artificial, no entanto, afasta o adolescente do mundo real, comprometendo a produção de neurotransmissores ligados ao prazer e aumentando o risco de depressão e ansiedade.

Além dos impactos emocionais, o uso frequente da IA interfere na cognição. Jovens que utilizam esses sistemas como principal forma de expressão apresentam queda na memória, criatividade e capacidade de resolver problemas. A dependência tecnológica reduz a autonomia e a autoconfiança, dificultando a construção da identidade.

Outro ponto preocupante é a perda de empatia. Como as IAs não exigem interpretação emocional, os adolescentes deixam de exercitar habilidades sociais essenciais, o que pode afetar negativamente suas relações interpessoais.

A educadora parental Ana Luisa Meirelles destaca que a resposta das famílias deve ser empática e acolhedora. Em vez de proibir, ela recomenda conversas abertas e definição de limites claros, como tempo de uso e supervisão dos pais, além da valorização de atividades que promovam vínculos humanos.

Ela também defende a importância de ensinar que o afeto real envolve imperfeições, paciência e reciprocidade — aspectos que nenhuma IA pode oferecer. O desenvolvimento emocional saudável depende da convivência com o outro e da aceitação das frustrações naturais da vida.

Com 72% dos adolescentes já tendo interagido com IAs afetivas, especialistas reforçam que o papel das famílias é ensinar que amor e validação são construções humanas. Mesmo com os avanços tecnológicos, o vínculo emocional verdadeiro continua sendo insubstituível.

Share post:

Assine

Popular

Notícias
Relacionadas

Pena de morte para crimes contra crianças é aprovado na Flórida

O estado da Flórida aprovou uma ampliação em suas...

Casal realiza casamento com 200 cães em abrigo onde se conheceram

Um casal da China chamou atenção nas redes sociais...

Brasileira mostra comentários xenofóbicos que recebe em fotos com o marido dos EUA

A influenciadora brasileira Jad Holland usou as redes sociais...