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Defesa Civil interdita dois imóveis vizinhos ao prédio que desabou no Brás

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Dois imóveis próximos ao prédio que desabou no Brás, em São Paulo, seguem interditados. Um deles teve danos considerados graves; o outro passará por nova avaliação. (Foto: Instagram)

São Paulo — Dois imóveis próximos ao prédio que desabou no Brás, no centro de São Paulo, na noite dessa sexta-feira (6/11), seguem interditados neste sábado (7/11).

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De acordo com o tenente-coronel Barelli, comandante do 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros, um engenheiro avaliou os imóveis nesta tarde e verificou os danos provocados pelo desabamento.

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“O do lado esquerdo está bem grave, a perícia já detectou isso e foi feito o laudo de interdição. Do lado direito, possivelmente vai ter que ter uma nova análise pericial e [talvez] pode ser liberado para reforma”, afirmou.

A Defesa Civil informou que a interdição foi adotada por segurança, enquanto as equipes usam maquinário para retirar materiais de dentro do estabelecimento.

Bombeiros e funcionários da prefeitura seguem trabalhando no local do acidente. Vários caminhões entram e saem transportando o entulho retirado.

Os bombeiros não descartam totalmente a possibilidade de encontrar novas vítimas sob os escombros, mas, segundo eles, essa chance é cada vez menor. No início deste sábado, cães farejadores que fizeram buscas no local não identificaram sinais de novas vítimas soterradas.

No prédio que desabou funcionava uma loja de tecidos. O colapso começou no meio do edifício, e parte da fachada permaneceu de pé. Neste sábado, porém, a estrutura cedeu por completo, e os bombeiros derrubaram o restante da parede, que corria o risco de cair sobre as equipes.

O estabelecimento não tinha alvarás de funcionamento da Prefeitura de São Paulo nem do Corpo de Bombeiros.

RELEMBRE O CASO

Na noite desta sexta, 35 pessoas estavam no prédio quando houve o desabamento. Oito saíram por conta própria, e 27 foram resgatadas com vida pelos bombeiros. Quatro vítimas foram levadas à Unidade de Pronto-Atendimento da Mooca, na zona leste da cidade, sem risco de morte.

Um dos sobreviventes contou que telefonou para os bombeiros enquanto estava em meio aos escombros. “Quem tinha celular, tava ligando para os bombeiros”, relatou o angolano Jhony Wanga, que trabalhava no carregamento de tecidos quando o prédio desabou.

“Ligamos, depois de sete, oito minutos o socorro chegou no tempo certo. Nós todos estávamos ligando. Esse estava ligando, outro estava ligando, mais de 15 chamadas aí”, contou o trabalhador sobre os momentos após a tragédia.

Jhony voltou ao local na manhã deste sábado (7/11) para tentar recuperar uma mochila que ficou sob os escombros. Ele disse acreditar que o excesso de peso provocou o desabamento. “Então, pra mim o que causou isso foi o peso, que os chineses [donos do estabelecimento] queriam levar tudo no terceiro andar, no último andar do prédio. Então, tinha muito peso. Com aquele peso é que causou isso”.

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Tags: Corpo de Bombeiros, São Paulo

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