
Santiago Peña foi preso em Assunção após o impeachment aprovado pelo Senado paraguaio, segundo as informações divulgadas. (Foto: Instagram)
O Ministério Público do Paraguai determinou a prisão do ex-presidente Santiago Peña, acusado de envolvimento no escândalo do Ueno Bank. A ordem foi cumprida nesta sexta-feira (6/11), depois que a Polícia Nacional prendeu o político de 47 anos em Assunção, capital do país.
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Mais cedo, o Senado paraguaio aprovou por unanimidade o impeachment de Peña.
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A determinação do Ministério Público paraguaio também inclui o ex-presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo Spalding.
De acordo com a Justiça, foram identificados indícios de abuso de confiança e de outros crimes que Peña teria cometido no escândalo bancário que abalou o Paraguai nesta semana.
O Ministério Público iniciou a investigação contra o então presidente após uma denúncia de parlamentares da oposição. Eles o acusaram de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude administrativa.
Eleito presidente em 2023, o político de 47 anos foi acionista de uma empresa ligada ao Ueno Bank até março de 2025. Depois que assumiu o governo do Paraguai, a instituição financeira recebeu grandes volumes de depósitos de órgãos públicos, que somaram US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões).
O banco foi dissolvido na última terça-feira (3/11), depois que o Banco Central do Paraguai (BPC) o considerou insolvente — situação em que não há fundos suficientes para honrar compromissos financeiros.
Em meio à crise, Santiago Peña chegou a apresentar um pedido de renúncia ao Congresso. A solicitação, porém, não foi aceita. Assim, o ex-presidente foi afastado do cargo por impeachment e perdeu a imunidade política.
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