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Família de pedreiro morto pela PMRJ cobra R$ 4,9 milhões em indenização

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Defensoria do Rio pede indenização de R$ 4,9 milhões à família de pedreiro morto em operação policial. (Foto: Instagram)

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu à Justiça que o governo estadual pague R$ 4,9 milhões à família do pedreiro Ronaldo Julião da Silva, morto na operação mais letal da história do estado, realizada em outubro de 2025. O órgão afirma que Ronaldo era inocente e que houve falhas do Estado na perícia e na investigação da morte.

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Ronaldo Julião da Silva foi morto durante a operação Contenção, quando voltava da casa da irmã para a própria residência, por volta das 18h30 do dia 28 de outubro de 2025. Segundo familiares, ele foi encontrado “em estado de abandono” perto de onde morava.

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Na madrugada do dia 29 de outubro, moradores removeram o corpo e o colocaram junto aos 122 corpos de pessoas mortas na operação. Nas investigações da Polícia Civil fluminense, Ronaldo Julião não aparece com antecedentes ou passagens criminais. Também não foram identificados indícios de que tivesse ligação com o crime organizado.

“Não portava arma, não desobedeceu a qualquer ordem, não fazia parte de facção e não era alvo de mandado. Era um pai de família, trabalhador, pedreiro, com 46 anos, que não pôde ir trabalhar porque o Estado transformou seu bairro em zona de guerra”, afirmou a Defensoria.

A Ação Civil Pública solicita que a indenização seja destinada aos familiares de Ronaldo Julião. Natural de Campina Grande, na Paraíba, o pedreiro tinha 46 anos e deixou seis filhos e uma neta.

DEFENSORIA PEDE INDENIZAÇÃO COLETIVA DE R$ 50 MILHÕES

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro também entrou com pedido de indenização coletiva de R$ 50 milhões para moradores do Complexo do Alemão. A ação solicita ainda atendimento psicossocial à população atingida.

O pedido foi apresentado um ano depois da operação policial que deixou 122 mortos. De acordo com a Defensoria, o valor da indenização deverá ser aplicado em obras e melhorias nas áreas de educação, saúde, esporte e lazer das comunidades.

A ação foi ajuizada pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH) da Defensoria. O órgão também solicita que o Estado seja responsabilizado pelos danos individuais sofridos pelos moradores durante a operação.

Tags: Rio de Janeiro, Violência Policial

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