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Oposição pede impeachment do presidente do Paraguai após crise no setor bancário

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Oposição no Paraguai pede impeachment de Santiago Peña após crise envolvendo o Banco Ueno. (Foto: Instagram)

A oposição ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, protocolou um pedido de impeachment contra o chefe de Estado após a crise bancária provocada pela dissolução do banco digital Ueno, que tinha cerca de 3 milhões de clientes. O caso provocou diversos protestos no país e levou à renúncia do presidente do Banco Central Carlos Cavallo.

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O presidente da Câmara paraguaia, Raúl Latorre, agendou para as 10h (horário de Brasília) desta quinta (5/11) uma sessão para decidir se serão abertos processos de impeachment contra Peña e o vice-presidente Pedro Alliana.

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A denúncia foi apresentada por um grupo de 35 deputados. A abertura do processo de impeachment depende do apoio de 54 parlamentares da Câmara.

A crise envolvendo o Banco Ueno afeta especialmente Peña, pois o presidente paraguaio foi acionista da empresa controladora da instituição até 2025. O banco também mantinha recursos públicos do Paraguai, entre eles valores da previdência social do país.

BANCO UENO

O Banco Central do Paraguai iniciou na terça-feira (3/11) o processo de dissolução do Banco Ueno, maior banco digital do país, depois que o índice de solvência da instituição financeira caiu para menos da metade do mínimo exigido.

O Banco Ueno é alvo de investigação por suposta manipulação de sua situação patrimonial e por um esquema de empréstimos a empresas que teriam ligação com o grupo controlador da instituição. Oito executivos foram presos, entre eles o principal acionista e vice-presidente do banco, Miguel Vázquez.

Com a dissolução, os clientes que mantinham dinheiro na instituição ficaram temporariamente sem acesso aos valores. O banco era coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos, equivalente ao FGC no Paraguai, que prevê cobertura de até US$ 38 mil – 75 salários mínimos paraguaios.

O presidente Santiago Peña sancionou uma lei que prevê o pagamento de um adiantamento de até 40 salários mínimos mensais aos clientes, no prazo de até 5 dias.

“Confio que o Banco Central do Paraguai implementará de forma imediata esta Lei e agradeço ao Congresso Nacional pelo tratamento responsável e comprometido”, escreveu Peña no X ao anunciar a lei, aprovada em um dia pelo Congresso.

Tags: banco, Paraguai

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