
Advogado entra na Justiça contra mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos da Record. (Foto: Instagram)
Após o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) alterar a classificação indicativa de Record Kids: Desenhos Bíblicos, o advogado Wilian Frata entrou com uma ação popular na Justiça Federal para tentar suspender a medida. Na avaliação dele, a portaria representa “perseguição e censura” estatal contra um “patrimônio da família”.
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“Essa portaria visa coibir os desenhos nos horários em que as crianças podem assistir. Eles querem restringir o horário, colocando-o às 20h. Eles não foram explícitos qual cena traz conteúdo violento”, afirmou.
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Ele também declarou: “Ao meu ver, é uma perseguição e censura e uma maneira de querer controlar a televisão brasileira. Por isso entramos com esse pedido, para intervir nessa portaria que é desproporcional ao sistema que nós vivemos”.
Para Frata, a decisão é um “recado” à classe cristã por seu apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições deste ano. “Foi um recado para o pessoal que não apoiou o Lula. E ele foi mexer logo com as crianças evangélicas, pura manipulação”, afirmou.
PORTARIA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
A portaria do Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa do desenho, antes livre, para não recomendada para menores de 12 anos, e recomendou que o programa seja exibido na televisão aberta a partir das 20h.
O documento afirma que Record Kids: Desenhos Bíblicos contém “atos criminosos, drogas ilícitas, violência e estigma ou preconceito”.
A Record ainda não se pronunciou sobre o caso. A emissora foi procurada, e o espaço permanece aberto para atualização.
Tags: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Record


