
Anderson Barbosa Alencar foi preso em flagrante, suspeito de atirar contra a namorada, de 18 anos, em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. A vítima está em estado gravíssimo. (Foto: Instagram)
Anderson Barbosa Alencar foi preso em flagrante nessa segunda-feira (2/11), suspeito de tentativa de feminicídio após, supostamente, disparar contra a cabeça da namorada, Anabella Silva Cardoso, de 18 anos. O crime aconteceu na noite do último domingo (1º/11), na comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ).
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De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Anabella foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde segue sob cuidados médicos. Há suspeita de morte encefálica, e o protocolo para confirmar o quadro está em andamento.
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INVESTIGAÇÃO E CONTRADIÇÕES
Integrantes do Grupo Especial de Local de Crime (GELC) chegaram a Anderson com base em informações de inteligência.
Depois da prisão, ele foi levado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). No local, disse que o disparo teria sido acidental, enquanto manuseava uma pistola dentro da residência. Segundo sua versão, após atingir a companheira, jogou a arma no chão e prestou socorro à vítima.
As diligências policiais, porém, apontaram inconsistências no relato. Durante as buscas no imóvel, os agentes não encontraram a pistola no lugar indicado pelo suspeito.
Após uma procura minuciosa, a arma foi localizada escondida na laje da residência, entre tijolos e telhas, dentro de uma bolsa que também guardava um revólver, munições e carregadores, inclusive um modelo alongado.
O esconderijo das armas levantou dúvidas sobre a versão apresentada por Anderson e levou ao aprofundamento da investigação.
Com base nos elementos reunidos, o delegado adjunto plantonista da DHC, Frederico Chang, determinou a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante de Anderson pelos crimes de tentativa de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Também representou pela decretação da prisão preventiva.
A PCERJ informou que a classificação como tentativa de feminicídio é provisória, já que a vítima está em estado clínico extremamente grave e há suspeita de morte encefálica.
A Polícia Civil aguarda o resultado do protocolo médico para determinar a morte encefálica. Caso a condição seja confirmada, o crime poderá ser reclassificado como feminicídio consumado.
A investigação segue para esclarecer como os fatos ocorreram, as circunstâncias do disparo e a ocultação das armas.
Tags: Polícia Civil, Rio de Janeiro


