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Mensagens mostram apelido íntimo de Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho

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Investigação aponta que Marcinho VP também era chamado de “Nego” por pessoas próximas. (Foto: Instagram)

Uma conversa entre a companheira de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e um integrante do Comando Vermelho (CV) revelou outro apelido usado para se referir ao traficante, que está preso há mais de duas décadas.

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Além de ser conhecido nacionalmente como Marcinho VP, ele também é chamado de “Nego” por amigos e familiares próximos.

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A informação está em uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), cujos elementos foram usados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para acusar integrantes da facção criminosa.

O apelido aparece em uma conversa entre Márcia Nepomuceno, companheira de Marcinho VP, e Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão. Eles falavam sobre um pedido de dinheiro a Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, apontado como uma das lideranças do tráfico no Complexo do Alemão.

No diálogo, Márcia contou que havia pedido R$ 28 mil para pagar despesas da família. Do valor, R$ 8 mil seriam usados na realização de um chá de bebê e os outros R$ 20 mil, na compra de móveis para uma filha.

Ao explicar como o dinheiro deveria ser contabilizado, ela disse que a quantia seria descontada depois de “Nego”.

Os promotores reconheceram o codinome como uma referência a Marcinho VP. O órgão afirma que essa é outra alcunha usada para identificar o traficante, além daquela pela qual ele se tornou conhecido nacionalmente.

Na avaliação do Ministério Público, o episódio fortalece a suspeita de que Marcinho VP seguiria influenciando a movimentação de recursos da organização criminosa, embora esteja preso há décadas.

As conversas foram localizadas no celular de Márcia, apreendido durante diligências ligadas a um inquérito aberto em São Paulo para apurar uma suspeita de disparo de arma de fogo envolvendo o rapper Oruam, filho do casal.

Márcia está presa desde o mês passado, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), sob suspeita de impor um monopólio no fornecimento de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“DEIXA SEU PAI INVESTIR EM VOCÊ”

A investigação também encontrou outras conversas em que Oruam menciona pedidos de dinheiro ao pai.

Em uma delas, Oruam diz à mãe que costumava pedir valores, mas não recebia as quantias solicitadas.

O rapper também menciona uma possível mesada, situação considerada pelos investigadores um indício de pagamentos periódicos relacionados aos recursos administrados pelo pai.

Em outra mensagem, Márcia aconselha o filho a aceitar a ajuda financeira de Marcinho VP: “Deixa seu pai investir em você”.

Para a Polícia Civil, as conversas reforçam a suspeita de que Marcinho VP continuaria movimentando recursos financeiros mesmo no sistema penitenciário, inclusive para pagar apresentações musicais do filho.

Tags: Comando Vermelho, facção criminosa

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