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Cientistas alemães criam curativo que acelera cicatrização em diabéticos

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Mão enluvada segura curativo ultrafino inovador para cicatrização rápida (Foto: Instagram)

Um grupo de cientistas alemães desenvolveu um curativo inovador para diabéticos que promete combater infecções e acelerar a cicatrização de feridas. Destinado não apenas a pessoas com diabetes, mas também a pacientes com problemas circulatórios e feridas crônicas, o curativo é uma solução promissora para feridas que demoram meses para sarar.

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O projeto é uma iniciativa do Instituto Fraunhofer de Tecnologias e Sistemas Cerâmicos (IKTS), localizado em Dresden, na Alemanha. Os pesquisadores criaram um material biodegradável composto por fibras ultrafinas, que transportam substâncias antibacterianas e estimulantes do crescimento celular diretamente para a área afetada. A expectativa é que essa tecnologia reduza infecções e acelere a recuperação, oferecendo uma alternativa ao crescente problema da resistência bacteriana aos antibióticos. Atualmente em fase experimental, o curativo deverá ser testado antes de ser disponibilizado aos pacientes, com previsão para maio de 2027.

A inovação do curativo reside na combinação de três componentes principais. Primeiro, os bacteriófagos, que são vírus capazes de atacar e eliminar bactérias específicas, ajudando a combater infecções. Em segundo lugar, proteínas que promovem o crescimento de novas células da pele, acelerando o fechamento das feridas. Por último, materiais microscópicos chamados MXenes, que possuem propriedades antissépticas. A ideia é integrar esses componentes em uma única camada de fibras que libera as substâncias diretamente na ferida.

As feridas crônicas são um desafio significativo para pessoas com diabetes ou problemas de circulação. Nestes casos, até mesmo ferimentos pequenos podem demorar muito para cicatrizar, podendo levar a infecções graves e, em alguns casos, amputações. Na Alemanha, cerca de 1 milhão de pessoas recebem tratamento para feridas crônicas, com custos anuais de 7,5 bilhões de euros.

Peter Schmieder, cientista do Fraunhofer IKTS, destaca que a diferença deste curativo está na presença de substâncias ativas no próprio material, ao contrário dos curativos convencionais que apenas protegem a lesão. A nova tecnologia visa atuar diretamente sobre os microrganismos e favorecer a regeneração da pele.

Os pesquisadores continuam a trabalhar para integrar os componentes ao curativo sem comprometer sua eficácia, uma vez que os vírus e proteínas são sensíveis a condições ambientais. O projeto AntiMicroMXen, iniciado em junho de 2024, tem conclusão prevista para maio de 2027, e conta com a participação de instituições da Alemanha, Polônia e Letônia. O Fraunhofer está em busca de parceiros clínicos para realizar os testes necessários para a aprovação regulatória.

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