
Estudantes marcham pelas ruas de Niterói em apoio à reeleição de Lula (Foto: Instagram)
O Brasil vivencia um novo despertar. A União Nacional dos Estudantes (UNE) anunciou nesta terça-feira, dia 6, seu apoio à reeleição do presidente Lula, incentivando a mobilização de estudantes em universidades por todo o país. Mais de trinta anos após liderar o movimento dos caras-pintadas, que se tornou símbolo do impeachment do então presidente Fernando Collor, uma nova geração de estudantes se organiza em um movimento crucial para o futuro do Brasil.
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De acordo com a nota divulgada pela UNE nas redes sociais, "o movimento estudantil brasileiro sempre esteve na linha de frente na luta pelas liberdades democráticas e não se ausentará do seu papel histórico neste momento tão decisivo! Derrotar o projeto da extrema-direita é fundamental para reconstruir o Brasil, garantir investimentos na universidade pública, na ciência, no ProUni e no FIES".
No dia 6 de outubro, pelo menos 10 manifestações estudantis foram realizadas em cinco estados brasileiros. Um calendário nacional já prevê mais de 40 mobilizações em 14 estados e no Distrito Federal até o dia 13, uma semana antes do segundo turno das eleições. As manifestações, assembleias e plenárias são em apoio a Lula e contra Flávio Bolsonaro, que, segundo os organizadores, representa "a volta do autoritarismo no Brasil".
O movimento atual, apesar de ainda estar em fase inicial, é distinto daquele de 1992, mas a imagem de jovens saindo das salas de aula para debater o futuro político do Brasil reacende a força da juventude engajada. Na noite de segunda-feira, 5, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) deixaram o campus do Gragoatá e marcharam pelas ruas de Niterói, no Rio de Janeiro, em apoio a Lula, destacando a necessidade de evitar "a volta do autoritarismo".
Na terça-feira, novas manifestações ocorreram no Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Paraná e Amazonas. A agenda nacional também inclui instituições como USP, UFRJ, UFBA, UFMG, UFRGS, UFPA, UFAM, UFPE e UnB. A mobilização começa a atrair trabalhadores, com centrais sindicais expressando apoio a Lula e convocando ações em locais de trabalho e comunidades.
Em 1992, a UNE liderou estudantes que pintaram o rosto e ocuparam as ruas, pressionando pelo impeachment de Fernando Collor, em meio a denúncias investigadas por uma CPI. O movimento dos caras-pintadas foi crucial na pressão popular que resultou no afastamento de Collor. Agora, 34 anos depois, a UNE e estudantes se mobilizam novamente, mas em um contexto de eleições presidenciais, buscando ampliar a participação política no segundo turno.


