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Joelho de Gracyanne Barbosa incha durante dança; especialistas explicam

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Acostumada a uma rotina intensa de exercícios, Gracyanne Barbosa chamou atenção ao mostrar nas redes sociais o joelho bastante inchado durante os treinos para a Dança dos Famosos. A influenciadora, que passou por cirurgia na região, relatou o impacto da nova rotina de ensaios e reacendeu uma questão comum entre quem volta a se exercitar após uma lesão: inchar depois do treino é esperado ou um sinal de que o corpo está pedindo uma pausa?

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Para o ortopedista Pedro Baches, especialista em cirurgia do joelho, medicina esportiva e artroscopia, o aumento de volume é resultado de um processo inflamatório dentro da articulação.

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“Sempre que o joelho incha é porque algo inflamou dentro dele. Pode ser uma lesão de menisco ou ligamento, especialmente quando houve trauma, mas também uma sobrecarga provocada, por exemplo, por um desequilíbrio muscular. Quando o joelho inflama, pode produzir mais líquido sinovial e surgir o chamado derrame articular”, explicou.

Rafael Macedo, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, medicina regenerativa e esportiva, ressaltou que a intensidade e o tipo de movimento também entram nessa equação.

“Quando aumentamos muito a demanda sobre o joelho, seja por volume, intensidade, impacto ou movimentos aos quais o corpo ainda não está adaptado, pode haver aumento da produção de líquido dentro da articulação. O problema é quando esse inchaço passa a ser recorrente, vem acompanhado de dor, perda de movimento, sensação de instabilidade ou aparece de forma desproporcional ao exercício realizado”, afirmou.

Embora Gracyanne Barbosa tenha uma longa experiência com musculação, isso não significa necessariamente que o joelho esteja preparado para as exigências específicas da dança. Saltos, aterrissagens, rotações, deslocamentos e mudanças rápidas de direção criam estímulos diferentes daqueles encontrados em muitos exercícios realizados na academia.

“A musculação permite controlar melhor variáveis como carga, amplitude, velocidade e número de repetições. Na dança, existe uma combinação maior de movimentos e uma exigência importante de coordenação, equilíbrio e capacidade de absorver e redistribuir cargas. Não significa que uma atividade seja pior do que a outra, mas que o corpo precisa estar preparado para aquela demanda”, explicou Rafael.

O ortopedista Igor Fiorese Vieira reforçou que condicionamento físico não torna nenhuma articulação imune à sobrecarga.

“Uma pessoa pode ser extremamente treinada e, ainda assim, sentir os efeitos quando introduz um estímulo diferente daquele ao qual estava adaptada. Força muscular é importante para proteger as articulações, mas também entram nessa conta mobilidade, estabilidade, controle do movimento, recuperação e progressão da carga. Depois de uma cirurgia, esses fatores ganham ainda mais importância”, explicou.

A ausência de dor também não deve ser o único sinal utilizado para decidir se alguém está pronto para retomar uma rotina intensa. Segundo Pedro Baches, cada recuperação precisa respeitar o tipo de cirurgia realizada e a evolução individual.

“O processo de recuperação deve ser feito com cautela, ouvindo a equipe médica e a fisioterapia. Se aparece uma inflamação porque o paciente passou um pouco do ponto, pode ser necessário dar um passo para trás, controlar esse processo, trabalhar novamente o equilíbrio muscular e retomar em um ritmo que não faça o joelho sofrer tanto”, afirmou.

Igor Fiorese acrescenta que o próprio comportamento da articulação depois do exercício oferece informações importantes. “Se o joelho responde repetidamente com dor, inchaço ou limitação de movimento depois de determinada carga, isso não deveria ser encarado apenas como consequência normal de ter treinado bastante. É um sinal de que precisamos avaliar por que aquela articulação não está tolerando bem a demanda”, disse.

A imagem de um joelho muito inchado costuma levantar outra dúvida: todo derrame precisa ser drenado? Não necessariamente.

“Antigamente, esse líquido era puncionado com mais frequência. Hoje, sempre que possível, preferimos controlar a inflamação e tratar a causa enquanto o próprio organismo absorve o líquido. A punção pode ser considerada diante de um derrame muito grande que dificulte o movimento ou quando existe necessidade diagnóstica, como na suspeita de uma infecção”, esclareceu Pedro Baches.

Para Rafael Macedo, retirar o líquido sem compreender sua origem não resolve necessariamente o problema. “Se o joelho continua sendo submetido a uma demanda maior do que consegue suportar, o líquido pode voltar. Por isso, mais importante do que simplesmente diminuir o inchaço é entender o que provocou aquela reação”, concluiu.

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