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Cientistas dos EUA identificam razões para aumento de “células zumbis” com a idade

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Avanço na remoção de células zumbis pode frear o envelhecimento (Foto: Instagram)

Cientistas dos Estados Unidos desvendaram o motivo pelo qual as "células zumbis" se acumulam no corpo à medida que envelhecemos, e também encontraram um método potencial para eliminá-las. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (5), pode abrir novas portas para tratar doenças relacionadas ao envelhecimento.

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O estudo foi conduzido por pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, nos EUA, e publicado na revista científica Nature Aging. A equipe descobriu que, com o avanço da idade, um sistema crucial de limpeza e reciclagem celular perde sua eficácia, afetando tanto as células zumbis quanto as células imunes encarregadas de eliminá-las. Em experimentos com camundongos, os cientistas conseguiram restaurar parte desse processo, melhorando a habilidade do organismo de remover essas células.

As "células zumbis" são, na verdade, células senescentes que pararam de se dividir após envelhecerem ou sofrerem danos, mas que não morreram. Em vez de serem eliminadas, elas permanecem nos tecidos, liberando substâncias inflamatórias que podem levar à inflamação crônica e ao envelhecimento dos tecidos, além de estarem ligadas a várias doenças relacionadas à idade.

O estudo se concentrou em um processo chamado autofagia mediada por chaperonas (CMA), que atua como um sistema de controle de qualidade dentro das células, identificando e reciclando proteínas danificadas ou desnecessárias. Os pesquisadores descobriram que a atividade da CMA diminui nas células senescentes e também nas células imunes responsáveis por eliminá-las, criando um ambiente propício ao acúmulo dessas células.

Nos testes com animais, os cientistas conseguiram aumentar a atividade desse sistema de reciclagem celular, o que melhorou a capacidade de certas células imunológicas de reconhecer e remover as células senescentes. Os resultados sugerem que restaurar esse mecanismo pode ser uma estratégia eficaz para reduzir o acúmulo de células zumbis no corpo.

Apesar dos resultados promissores, a descoberta ainda não significa que exista uma terapia disponível para tratar pessoas. No entanto, ela abre caminho para futuras pesquisas e possíveis tratamentos que possam combater os efeitos do envelhecimento e as doenças a ele associadas.

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