A Globo Comunicação e Participações apresentou sua defesa em um processo judicial iniciado por Andréa Sorvetão. O caso começou em fevereiro de 2025 e envolve também a Renato Aragão Produções Artísticas, a RA, fundada pelo humorista.
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Andréa Sorvetão processou as empresas ligadas à produção de Os Trapalhões, alegando uso indevido de sua imagem. Ela afirmou que firmou contratos em 1991 e 1992, onde a empresa de Renato Aragão era a locadora e a Globo, a locatária. Sorvetão alega que recebeu apenas pelas gravações e primeiras exibições, mas não pelas reprises na TV Globo, Canal Viva, Globoplay ou pela venda em DVD.
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A ex-assistente de Xuxa afirmou que a RA Produções deveria intermediar a cessão de seus serviços com a Globo. Segundo ela, a produtora de Renato Aragão não agiu diante da exploração de sua imagem, sendo corresponsável.
Outro ponto levantado por Sorvetão foi a exibição de antigos comerciais da Hering, protagonizados por ela, no Globoplay. Ela alegou que a associação sem nova remuneração violaria seus direitos e prejudicaria novas contratações publicitárias.
Na Justiça, Sorvetão pediu uma liminar para retirada dos comerciais do Globoplay e indenizações por danos materiais e morais. Caso os pedidos sejam aceitos, as indenizações devem considerar reprises, DVDs vendidos, visualizações no Globoplay e a gravidade da conduta.
A Globo classificou a narrativa de Sorvetão como “absurda”, afirmando que os contratos previam reprises e comercializações ilimitadas, com critérios de remuneração claros.
A Globo disse que os pagamentos têm sido feitos à RA Produções conforme os contratos. Alegou que qualquer problema nos valores deve ser resolvido entre Sorvetão e a empresa de Renato Aragão.
A Globo também afirmou que os pedidos de Sorvetão estão prescritos, já que a primeira reexibição ocorreu há 30 anos, os DVDs foram vendidos há 17 anos e o streaming começou há 7 anos. A ação foi movida apenas em 2025.
Além disso, a Globo alegou a “Supressio”, que é a perda de um direito não exercido por muito tempo. Afirmou que Sorvetão não fez reclamações em 30 anos.
A empresa também negou a multa, afirmando que não cometeu ato ilícito e que as alegações de Sorvetão são contraditórias.
Sobre a marca Hering, a Globo afirmou que a negociação era responsabilidade da Renato Aragão Produções, não sendo parte dessa negociação.
Até o momento, a Renato Aragão Produções Artísticas não se manifestou no processo. Uma correspondência foi enviada à empresa no início do mês, iniciando o prazo para defesa.


