Marlene Vidal, de 34 anos, está presa e é acusada pelas mortes dos filhos Aleeza, de 6 anos, e Adrian, de 5, encontrados dentro de um Hyundai branco incendiado em West Side. A mulher permanece detida sob uma fiança superior a US$ 2 milhões, enquanto familiares afirmam que haviam procurado autoridades para relatar uma piora em seu estado de saúde mental.
A morte das crianças aconteceu na manhã de sexta-feira, depois de um encontro que Lucy Ruiz afirma ter tido com Marlene e os filhos na noite anterior. A amiga encontrou os três e relatou ter visto Aleeza sorrindo, brincando e experimentando perucas em uma loja. “Eu não conseguia nem dormir, só pensando nesses pobres bebês. Eu vi a garotinha sorrindo, eu a vi feliz, e é de partir o coração para qualquer pessoa”, disse Ruiz.
Segundo a mulher, também houve um momento entre Vidal e a filha diante de um espelho. “A mãe pegou ela e a colocou na frente do espelho e disse: ‘Repita depois de mim: eu sou bonita, eu sou digna, eu sou forte’, e a garotinha repetiu”, relatou.
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Ruiz também contou que Vidal dizia acreditar que estava sendo seguida. De acordo com ela, a mãe mencionou pessoas que estariam acompanhando seus passos por causa dos filhos e afirmou que o serviço de proteção à infância estaria investigando a família. “Ela achava que éramos investigadores particulares seguindo ela, porque eles tendem a assediá-la por causa dos filhos, do comportamento deles, e que poderiam estar seguindo-a porque tentaram tirar as crianças dela e que o CPS está investigando ela”, disse Ruiz.
Familiares afirmaram que Adrian era autista e não verbal. Segundo Ruiz, o menino apresentou dificuldades para permanecer calmo durante o período em que esteve na loja de perucas.
Na manhã seguinte, Aleeza e Adrian foram encontrados mortos dentro do veículo queimado. Vidal foi presa e acusada pelos dois falecimentos.
O caso também trouxe relatos de que familiares já haviam procurado a polícia e autoridades responsáveis pela proteção infantil antes da morte das crianças. De acordo com o San Antonio Express-News, parentes disseram ter alertado repetidamente que o estado de saúde mental de Vidal vinha piorando havia quase um ano e que os filhos estariam em risco.
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“Se a família realmente fez uma denúncia pela linha direta, este caso, dadas as idades das crianças, uma criança que não era verbal e o histórico anterior, deveria ter sido avaliado como prioridade um, e, se de fato um relatório de denúncia foi feito, acho que a questão é: o que o departamento estava fazendo nessas 24 horas? Eles não tinham boas informações para localizar? Se tinham, conseguiram fazer contato? Eles sequer tentaram fazer contato?”, afirmou Carrie Wilcoxon, consultora de casos do CPS.


