Fãs, amigos famosos e familiares foram surpreendidos nesta sexta-feira (21/8) com a notícia de que Lito Sousa foi diagnosticado com a rara doença de Creutzfeldt-Jakob, que causa a degeneração progressiva do cérebro.
++ Nova tendência em IA permite criar conteúdo profissional em poucos minutos
Após a repercussão do caso do influenciador do canal Aviões e Música, a coluna conversou com o neurocirurgião Orlando Maia para entender mais sobre essa doença priônica.
++ Deolane Bezerra desenvolve doença grave na cadeia
“Os príons são proteínas que adotam uma forma anormal e estão ligadas à destruição progressiva do tecido cerebral. A doença pode causar alterações cognitivas, de coordenação, linguagem e outros sinais neurológicos, com evolução rápida”, explicou ele.
CASOS SÃO RAROS
Segundo o especialista, a doença de Creutzfeldt-Jakob é extremamente rara e leva à destruição dos neurônios. A incidência é de apenas um a dois casos por milhão de pessoas.
Durante a conversa, o médico detalhou: “Os sintomas estão relacionados a um quadro demencial, muito parecido com a Doença de Alzheimer. A pessoa perde memória, fala, tem confusão mental e pode ter dificuldade de andar ou apresentar alterações neurológicas, com deficiência motora”, enumerou Orlando Maia.
Ele continuou: “A diferença é que a doença priônica se desenvolve mais rapidamente. Já o Alzheimer tem uma progressão mais lenta e gradual”, comparou.
ALERTA PARA OS SINAIS
O neurocirurgião destacou que os sintomas não indicam necessariamente uma única doença desde o início. É importante observar a evolução do quadro e cruzar essa informação com os exames.
“Quando a evolução clínica não condiz com a hipótese inicial, o diagnóstico precisa ser reavaliado. Em neurologia, o tempo e a mudança dos sintomas podem fornecer informações cruciais”, comentou.
MAIS DETALHES
O médico garantiu: “A doença não é contagiosa. Tem origem genética. Apesar de ser semelhante ao mal da vaca louca, transmitido pelo consumo de carne bovina infectada, elas não têm relação”, pontuou.
Ele ainda explicou sobre o diagnóstico: “É feito pela história clínica, exames de imagem, geralmente ressonância, e o quadro de rápida evolução. Podem ser feitos exames mais modernos, como a coleta de líquido da coluna, que tem maior especificidade”, disse.
No fim, lamentou: “Infelizmente, não há tratamento para as doenças priônicas”, concluiu.


