O setor econômico brasileiro enfrenta um momento delicado e bate recorde histórico no mês de junho com empresas que estão inadimplentes. De acordo com dados da Serasa Experian, são cerca de 9,1 milhões de CNPJs negativados no país, o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2016.
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As dívidas acumuladas pelas empresas também atingiram um patamar inédito, chegando a R$ 232,9 bilhões. O resultado acende um alerta para a situação financeira do setor produtivo, que enfrenta dificuldades em meio aos juros elevados, ao crédito mais caro e à desaceleração da atividade econômica.
A taxa básica de juros, a Selic, mantida em níveis elevados, aumenta o custo dos empréstimos e dificulta a reorganização das dívidas. Para empresas que já enfrentam dificuldades no fluxo de caixa, o cenário reduz as possibilidades de renegociação e torna mais difícil manter as contas em dia. Além disso, a perda de ritmo da atividade econômica tem pressionado as receitas das companhias.
Com menos recursos disponíveis, empresas de diferentes setores encontram dificuldades para cumprir compromissos financeiros e manter o equilíbrio entre receitas, despesas e dívidas. O avanço da inadimplência também preocupa as instituições financeiras. Diante do aumento do risco de calote, os bancos vêm adotando uma postura mais cautelosa na concessão de crédito e reforçando as provisões destinadas a possíveis perdas.
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O cenário revela um ciclo de pressão sobre as empresas: ao mesmo tempo em que precisam de crédito para manter as operações e reorganizar as finanças, encontram condições mais restritivas e custos elevados para conseguir novos recursos. O recorde registrado em junho evidencia, portanto, os efeitos da combinação entre juros altos, crédito restrito e desaceleração econômica sobre o setor produtivo brasileiro.


