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Harmonização facial de criminosos vira estratégia para tentar burlar a lei

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Os avanços estéticos, que para muitos representam uma oportunidade de melhorar a aparência ou corrigir características do rosto, agora estariam sendo usados por criminosos para dificultar a identificação pela Justiça. Parece coisa de filme, mas alguns procurados pela polícia estão recorrendo à harmonização facial para modificar os próprios rostos e, com isso, tentar burlar os sistemas de reconhecimento e despistar as autoridades.

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A estratégia, segundo a Polícia Militar, pode dificultar o reconhecimento visual de um suspeito, mas não significa que ele deixará de ser identificado. Um dos casos citados pela corporação é o de Walace de Brito Trindade, conhecido como “Lacoste”, apontado como uma das lideranças do tráfico no Morro da Serrinha, em Madureira, e procurado pela Justiça há anos. Segundo as informações da Polícia Militar, mudanças na aparência fariam parte das estratégias utilizadas por criminosos para tentar dificultar o trabalho dos investigadores.

De acordo com o major Maicon Pereira, porta-voz e subcoordenador de Comunicação da PM, alterações provocadas por procedimentos estéticos podem dificultar a identificação visual, mas existem outras ferramentas utilizadas pelas forças de segurança para reconhecer um suspeito.

Entre elas estão a papiloscopia, bancos de dados e sistemas de reconhecimento facial instalados em câmeras e viaturas. Essas tecnologias permitem que as autoridades façam comparações entre características faciais atuais e imagens antigas armazenadas nos sistemas.

Segundo o major, os equipamentos são capazes de analisar características e a simetria do rosto. Dessa forma, mesmo que uma pessoa tenha passado por mudanças significativas na aparência ao longo dos anos, o sistema ainda pode encontrar semelhanças suficientes para apontar uma possível correspondência.

Diante desse cenário, a Polícia Militar defende alterações na legislação para dificultar que procedimentos estéticos sejam utilizados por pessoas procuradas pela Justiça como uma forma de tentar escapar da identificação. Uma das propostas apresentadas pelo major é a exigência de documento de identificação para pessoas que realizem procedimentos de harmonização facial.

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Na avaliação da polícia, a medida poderia ajudar a confirmar a identidade dos pacientes e dificultar que criminosos utilizassem mudanças na aparência para tentar se esconder das autoridades. O caso também levanta um debate sobre os limites do uso de tecnologias de reconhecimento facial e sobre como as forças de segurança devem lidar com mudanças significativas na aparência de pessoas procuradas.

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