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Erro da Justiça! Pai que matou e abusou das próprias filhas foi solto por ‘bom comportamento’

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No último domingo (09), o país se comoveu com o caso do pai que assassinou as duas filhas, de apenas 3 e 5 anos de idade. Porém, é importante destacar que o genitor das meninas estava em liberdade condicional após relatórios judiciais apontarem “bom comportamento”. Breno de Souza Castro, de 24 anos, admitiu ter matado as duas crianças em Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo.

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As vítimas foram identificadas como Ísis Helena, de 3 anos, e Lais Heloisa, de 5. Segundo o registro policial, Breno teria estrangulado as filhas dentro do próprio carro enquanto passava o fim de semana com as crianças.

O homem já possuía antecedentes criminais e cumpria pena por roubo desde junho de 2023, no litoral paulista. Em outubro de 2025, a Justiça de São Paulo concedeu a liberdade condicional, e Breno deixou a Penitenciária de São Vicente II no dia 15 de novembro daquele ano.

O benefício, no entanto, estabelecia uma série de restrições. Entre elas, estava a proibição de sair de casa entre 22h e 6h nos dias úteis, a obrigação de permanecer em recolhimento domiciliar durante todo o período de sábados, domingos e feriados, além da proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

Mesmo submetido a essas condições, Breno teria saído de casa no fim de semana do Dia dos Pais para buscar as duas filhas. De acordo com as informações registradas no caso, foi durante esse período que o crime aconteceu. Segundo o registro policial, Breno manteve um relacionamento de oito anos com Jennifer Nayra Alves, mãe das meninas. A relação teria sido marcada por agressões físicas e traições, conforme o relato da ex-companheira.

O casal estava separado desde março de 2026, mas, segundo as informações do caso, Breno não aceitava o fim do relacionamento. Na tarde de sábado (8), enquanto estava com as filhas, o homem teria visto uma fotografia da ex-companheira acompanhada de amigas em uma rede social. A publicação teria provocado uma reação de ciúmes.

Ainda de acordo com o registro policial, Breno enviou mensagens afirmando que Jennifer nunca mais veria as crianças. Ele também teria declarado a parentes que mataria as filhas e, depois, tiraria a própria vida. Na manhã de domingo (9), Breno foi até o 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, e informou que havia estrangulado as duas filhas dentro do veículo. Policiais militares localizaram o carro na Rua Luiz Supertti, no Jardim Guanabara, e encontraram as duas meninas já sem vida.

Na segunda-feira (10), após audiência de custódia, a Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante de Breno em prisão preventiva. O homem foi indiciado por duplo homicídio qualificado, com qualificadoras relacionadas à asfixia, ao motivo fútil, ao uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas e ao fato de os crimes terem sido cometidos contra menores de 14 anos.

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Breno também responde por violência doméstica, diante do histórico de abusos relatado pela ex-companheira. O caso chama atenção não apenas pela brutalidade do crime, mas também pelo fato de o investigado estar em liberdade condicional no momento em que, segundo a investigação, teria cometido os assassinatos.

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