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Carolina Dieckmmann lembra trauma de infância ao ver a mãe beber

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Carolina Dieckmmann emocionou ao relatar um dos momentos mais difíceis de sua infância. Durante uma participação no programa Saia Justa, do GNT, a atriz revelou que testemunhou sua mãe, Maíra Dieckmann, passar por um período de consumo excessivo de álcool, marcando profundamente sua vida.

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Segundo Carolina, essas memórias foram essenciais na construção da personagem que interpreta no filme (Des)controle, onde vive uma escritora que retorna ao vício após um longo período de sobriedade. “Eu vi minha mãe beber durante um tempo da vida dela. Quando recebi o convite para o filme, pensei: ‘Eu conheço essa mulher. Eu sei quem ela é’”, afirmou.

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A atriz relembrou a angústia que sentia quando criança, ao perceber que algo estava errado com sua mãe, mas sem entender o que acontecia.

Carolina Dieckmmann contou que gravou o filme após a morte de Maíra, em agosto de 2019, e que o trabalho se tornou um processo de cura, permitindo que ela visse sua mãe sob uma nova perspectiva.

“Eu curei muitas coisas, porque passei a entendê-la como mulher, o que ela viveu. Quando eu era pequena, não entendia muito. Via minha mãe agindo de forma estranha e não sabia por quê. Depois, a via deitada, sem conseguir se levantar, e não sabia o que era”, relatou.

Ela afirmou que usar suas próprias lembranças para interpretar uma personagem com vivências semelhantes ajudou a processar a dor. “Representar minha mãe, não exatamente ela, mas usar a experiência que tive com ela, o olhar que tive para ela nesse filme, entendê-la como mulher, foi muito curativo para mim”, explicou.

Carolina Dieckmmann também revelou que sentiu falta da mãe durante o lançamento do filme.

“Quando o filme foi lançado e minha mãe já não estava mais aqui, eu pensava: ‘Meu Deus, eu queria tanto que minha mãe visse. Queria tanto que ela estivesse aqui para ver e dizer: “Caramba, filha, você fez algo com isso? Está ajudando pessoas?”’”.

Segundo Carolina, ela acredita que o filme pode acolher mulheres que vivem situações semelhantes. “Tenho certeza de que esse filme vai chegar a mulheres que precisam ver”, afirmou.

Durante a conversa, Carolina também refletiu sobre o que pode ter levado sua mãe a desenvolver aquele comportamento. Questionada por Eliana, explicou que nunca houve um diagnóstico definitivo.

“Ela ficou muito mal com a separação do meu pai. Achamos que foi uma depressão, porque um dia ela fumava e bebia muito e disse: ‘Não vou mais fumar, não vou mais beber’. E parou”, contou.

A atriz destacou que Maíra abandonou os dois hábitos de forma repentina, sem tratamento profissional. “Foi sozinha, os dois. Foi impressionante. Um dia, ela deixou de ser aquela pessoa que era”, lembrou.

Por fim, Carolina Dieckmmann revelou que essa experiência também impactou a forma como lidou com a maternidade e com a relação da mãe com seus filhos.

“Ela foi uma avó maravilhosa e conseguiu me ajudar, porque eu tinha essa insegurança de deixar meus filhos com ela. Não sabia se ela ia voltar, se tinha sido alcoólatra, se o problema era vício ou depressão. Você nunca sabe exatamente. Não há um diagnóstico”, concluiu.

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