A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a alertar os países sobre a necessidade de reforçar os sistemas de vigilância e resposta ao ebola diante do agravamento do surto registrado na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Segundo a entidade, o cenário exige preparação para uma eventual expansão da doença, embora não haja registro de surto no Brasil.
De acordo com a OMS, o surto declarado em maio já provocou mais de mil mortes na República Democrática do Congo e em Uganda. O 17º surto da doença na RDC foi oficialmente anunciado em 15 de maio, após uma série de óbitos registrados na província de Ituri, no nordeste do país.
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Além de Ituri, casos de ebola também foram identificados em outras quatro províncias da República Democrática do Congo. A região onde o surto teve início é rica em minerais e é dominada por grupos armados.
A organização informou que o aumento de casos suspeitos, o elevado número de mortes sob investigação e a circulação do vírus em áreas com grande fluxo de pessoas ampliam o risco de disseminação internacional. Diante desse cenário, a OMS classificou a situação como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional e intensificou os esforços para conter o avanço da doença.
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O ebola é uma infecção viral transmitida por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Dependendo da variante do vírus e do acesso ao tratamento, a doença pode apresentar altas taxas de mortalidade.
Apesar do alerta internacional, a OMS informou que não há indicação de surto em território brasileiro. A orientação é para que os países mantenham equipes capacitadas, reforcem a vigilância epidemiológica e estejam preparados para responder rapidamente caso sejam registrados casos importados.


