
Moradores de Manaus registram tremores em luminária após abalo sísmico na Venezuela (Foto: Instagram)
O que parecia ser apenas um final de tarde comum em Manaus se transformou quando moradores de vários bairros relataram sentir prédios, janelas e móveis balançando por alguns segundos. Vídeos nas redes sociais mostram portas vibrando, objetos tremendo e pessoas saindo de apartamentos para entender o que estava acontecendo. A causa estava a centenas de quilômetros de distância.
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O responsável pelos tremores foi um terremoto de magnitude 7,1 registrado no norte da Venezuela. O epicentro do abalo foi próximo à cidade de Morón e ocorreu a apenas 21 quilômetros de profundidade. Em terremotos, essa característica é crucial. Quanto mais raso, maior costuma ser a intensidade das ondas sísmicas na superfície, permitindo que sejam sentidas em locais distantes do epicentro.
Na Venezuela, as consequências foram bem mais graves. Imagens capturadas por moradores mostram prédios danificados, grandes nuvens de poeira e pessoas correndo para áreas abertas em busca de segurança. Em um dos vídeos mais compartilhados, um homem aparece segurando dois cachorros diante de um prédio visivelmente danificado pelo terremoto.
O impacto também foi sentido além das fronteiras venezuelanas. Pessoas em diversas regiões da Colômbia relataram ter sentido o tremor, enquanto em Manaus as vibrações surpreenderam quem estava em apartamentos e edifícios altos. Até o momento, não há registros de feridos ou danos materiais na capital amazonense relacionados aos tremores.
Logo após o terremoto, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso sobre a possibilidade de ondas perigosas em áreas costeiras localizadas até 300 quilômetros do epicentro. Regiões como Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas estavam sob monitoramento. O alerta foi preventivo, já que terremotos fortes e rasos podem deslocar grandes volumes de água quando ocorrem próximos ao mar.
Mesmo sem causar destruição em locais distantes, terremotos dessa magnitude mostram como a energia liberada pela movimentação das placas tectônicas pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros. Em certas condições geológicas, essas ondas sísmicas conseguem fazer edifícios vibrarem muito longe do epicentro, tornando um fenômeno ocorrido em outro país perceptível por moradores de diferentes regiões da América do Sul.



