Depois de enfrentar dificuldades financeiras e o agravamento de um quadro de depressão severa, William, morador de Limeira (SP), ateou fogo no próprio corpo, sofreu queimaduras graves durante uma crise e precisou ser internado. Agora, ao lado da esposa, Laisa, e das filhas, Manu e Yasmin, ele passa por um processo de reabilitação que, segundo a família, deve durar pelo menos dois anos.
Segundo Laisa, ela e William construíram uma família e abriram uma loja na cidade, mas a situação financeira mudou após um prejuízo na empresa. De acordo com o relato da família, uma funcionária de confiança teria desviado uma quantia elevada, levando o negócio à falência. A loja, que, segundo os familiares, era avaliada em cerca de R$ 450 mil, precisou ser vendida por R$ 150 mil. Ainda assim, as dívidas permaneceram.
Laisa afirma que o marido convivia com depressão havia anos e que o quadro se agravou após os problemas financeiros. Segundo ela, William carregava marcas da infância relacionadas à rejeição e ao abandono.
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Em 12 de maio, durante uma crise depressiva, ele resolveu atear fogo em si mesmo, sofreu queimaduras graves e foi socorrido pela esposa, sendo encaminhado a um hospital especializado.
Nos primeiros dias de internação, a família recebeu um prognóstico reservado. Segundo Laisa, William permaneceu 14 dias entubado, passou por uma traqueostomia e enfrentou infecções e pneumonias antes de apresentar melhora. Ela contou que o médico responsável pela equipe fez um comentário que marcou a família. “A senhora acredita em milagre? Porque seu marido é um milagre”, teria dito o profissional, segundo o relato.
A recuperação também emocionou a filha mais velha do casal. Ao visitar o pai na UTI, Manu, de 13 anos, disse: “Pai, o importante é que o senhor está vivo. E a gente vai passar por isso junto”.
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Sem conseguir falar por causa da traqueostomia, William respondeu por meio de gestos e lágrimas, conforme contou a família.
Agora, o principal desafio é a reabilitação. Segundo Laisa, o marido precisará de acompanhamento médico, psicológico e fisioterápico pelos próximos anos. Para cuidar dele em tempo integral, ela deixou o trabalho e afirma que a família passou a sobreviver com a venda de marmitas.



