Conversas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, vieram a público nos últimos meses e passaram a repercutir por reunir comentários sobre políticos, banqueiros, autoridades e situações relacionadas aos negócios da instituição financeira. As mensagens foram divulgadas em reportagens e documentos mencionados em investigações.
Entre as declarações que ganharam destaque está uma frase enviada durante conversas sobre disputas políticas e regulatórias envolvendo o banco. “Diga a eles que eu sou a anarquia do sistema”.
Em outro momento, Vorcaro comentou uma publicação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o Banco Master. “O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado no Twitter dele. Idiota”. Na sequência, acrescentou: “Cara é um beócio”.
Mensagens relacionadas à influência e ao relacionamento com autoridades também chamaram atenção. Em uma das conversas divulgadas, o empresário escreveu: “Eu sou muito louco. Essa realidade. Todos os ministros do Brasil. Do STF, STJ etc. E euzinho discursando”.
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Outros trechos vieram a público após relatos de um episódio que Vorcaro classificou como tentativa de extorsão em Brasília. “Uma extorsão bem chata”. Em seguida, afirmou: “Difícil me abalar e jogar para baixo. Mas essa foi f*da”.
O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também aparece no contexto das mensagens divulgadas. Após um encontro com o chefe do Executivo, Vorcaro resumiu a experiência em uma frase curta: “Foi ótimo. Muito forte”.
Em outra conversa, enviada em meio à repercussão de operações envolvendo o Banco Master, o empresário relatou preocupação com a reação do mercado financeiro. “Amor, tá bem tenso, a turma dos bancos está furiosa e ontem plantaram várias notícias. Vai ser uma semana de retaliação contra mim”.
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As mensagens também incluem referências a outros nomes do setor financeiro. Em conversas privadas, Vorcaro utilizou os termos “Ardiloso. Pateta” ao se referir ao banqueiro André Esteves.
Entre os conteúdos divulgados está ainda a frase “Preciso de um avião para as kengas”, atribuída a uma conversa sobre a logística de um evento privado e mencionada em investigação da Polícia Federal.
Outras expressões pessoais também acabaram se tornando públicas após o vazamento das mensagens. Entre elas estão os apelidos “Momolada” e “Peleleca”, utilizados em conversas íntimas.
Uma das declarações mais comentadas foi enviada à então namorada, Martha Graeff, em uma conversa sobre o mercado financeiro. “Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”.



