O caso de Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, ganhou repercussão nacional após o governo de Santa Catarina afirmar que buscou apoio da União para viabilizar o retorno do menino ao Brasil e não obteve uma solução concreta para a situação. Segundo informações da Veja, o menino internado em Portugal com câncer em estágio terminal precisava de transporte especial para retornar ao país.
Segundo nota divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o governo estadual encaminhou pedidos ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Relações Exteriores solicitando apoio para a repatriação humanitária da criança, incluindo a busca por alternativas compatíveis com o delicado estado de saúde do paciente. De acordo com o comunicado, as respostas recebidas se limitaram a orientações e encaminhamentos institucionais, sem uma solução efetiva para o caso.
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Diante da situação, o governo catarinense informou que encaminhou toda a documentação ao Ministério Público Federal para análise de medidas emergenciais. O caso passou a ser tratado com urgência pelas autoridades federais.
A repercussão aumentou após críticas de opositores ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontaram uma suposta contradição entre a falta de uma solução rápida para o transporte do menino e os elevados gastos federais com viagens oficiais durante o atual mandato. Já apoiadores do governo argumentam que o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) depende de critérios técnicos, operacionais e legais específicos, não podendo ser autorizado de forma automática.
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Após a mobilização da família e de autoridades estaduais, surgiu uma alternativa para o retorno da criança. Segundo atualização publicada pela revista Veja, Luís conseguiu embarcar para o Brasil em um voo comercial da TAP, acompanhado por assistência médica, com apoio do governo de São Paulo.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina afirmou que acompanhou o caso desde que tomou conhecimento da necessidade de repatriação e reforçou que buscou auxílio junto aos órgãos federais devido à complexidade do quadro clínico e à necessidade de transporte especializado.



