Segundo reportagem publicada pela revista Veja, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria gastando cerca de R$ 1,4 bilhão por dia em medidas com potencial impacto eleitoral, por meio de uma combinação de aumento de despesas e redução de receitas que, segundo a publicação, ficaram à margem do Orçamento tradicional.
A estimativa tem como base um levantamento realizado pelo economista Marcos Mendes, que analisou 33 medidas anunciadas pelo governo entre janeiro e maio deste ano. De acordo com o estudo citado pela revista, as ações somam R$ 215 bilhões em aumento de gastos e renúncias de receitas fora dos mecanismos convencionais de controle fiscal.
Segundo os cálculos apresentados, o valor equivale a aproximadamente R$ 58 milhões por hora ou R$ 970 mil por minuto.
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De acordo com a Veja, os recursos sustentam programas e iniciativas direcionadas a grupos considerados relevantes do ponto de vista eleitoral, como pessoas endividadas, estudantes de baixa renda, caminhoneiros, taxistas e motociclistas.
A reportagem também afirma que parte dos recursos é destinada a subsídios voltados ao consumo de combustíveis, à atividade industrial e ao agronegócio.
Conforme a publicação, as medidas buscam reduzir os impactos da alta internacional do petróleo, que teria registrado forte valorização nos primeiros meses do ano em razão da guerra no Oriente Médio.
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A revista afirma que não há indícios de ilegalidade nas medidas adotadas pelo governo, mas destaca que os gastos e incentivos estariam ocorrendo por meio de mecanismos que escapam dos padrões tradicionais de acompanhamento fiscal.



