Documentos divulgados pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram que Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, suspeita de esfaquear um cabeleireiro em um salão na Barra Funda, em São Paulo, já havia sido detida e internada na Inglaterra após uma confusão registrada em 2025.
Segundo os registros hospitalares, a jovem estava aparentemente agitada e sob efeito de substâncias quando tirou a roupa e agrediu policiais durante uma ocorrência em um bar. O documento de alta médica aponta diagnóstico de transtorno psicótico agudo e transitório não especificado (CID F23.9), uso de drogas (CID Z72.2) e histórico de autolesão (CID Z91.5).
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Os registros também mostram que, após receber alta, Laís foi orientada a utilizar olanzapina, medicamento antipsicótico, além de lorazepam, remédio usado em tratamentos relacionados à ansiedade e insônia.
De acordo com a reportagem, outros documentos indicam que Laís já havia recebido diagnóstico de transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023. Há ainda o registro de uma internação no dia 29 de abril deste ano por possível quadro clínico de hepatite medicamentosa.
A defesa da jovem afirmou à EPTV que ela teve um transtorno psicótico após interromper o uso dos medicamentos para tratamento de saúde mental realizado junto ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Ribeirão Preto. Segundo os advogados, a suspensão ocorreu em razão da hepatite ainda em tratamento.
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O caso envolvendo o cabeleireiro Eduardo Ferrari aconteceu na terça-feira (05), quando Laís procurou o salão para pedir a devolução do dinheiro após alegar insatisfação com um corte de franja realizado no estabelecimento. Segundo as informações da ocorrência, após uma discussão dentro do salão, enquanto o profissional atendia outra cliente, ela retirou uma faca da bolsa e o atingiu pelas costas.
A facada não foi mais profunda porque o gerente do salão, Felipe Castro, acompanhava a discussão e conseguiu impedir que a agressão tivesse consequências mais graves.
A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado inicialmente como lesão corporal, ameaça e autolesão. A defesa de Eduardo Ferrari, no entanto, sustenta que houve tentativa de homicídio seguida de homofobia.
A Corregedoria da Polícia Civil também abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do registro da ocorrência. Segundo a defesa de Laís, a jovem carregava a faca porque temia ser assaltada em São Paulo.


