A americana Rylie Toomey, de 27 anos, descobriu um câncer colorretal em estágio 4 após passar meses procurando atendimento médico por dores abdominais intensas e receber repetidamente o diagnóstico de prisão de ventre.
Moradora de Mechanicsburg, na Pensilvânia, ela planejava o casamento e treinava para uma meia maratona quando começou a sentir dores no abdômen, em outubro de 2024. Segundo o relato, os sintomas apareciam e desapareciam ao longo dos meses, mas os exames iniciais não apontaram algo grave.
Em abril, o quadro piorou drasticamente e Rylie precisou voltar ao pronto-socorro sentindo dores extremas. “Na minha cabeça eu pensava: acho que vou morrer era esse o nível da dor. Eu sentia como se estivesse sendo esfaqueada e minha barriga estava muito inchada também. Parecia que eu ia explodir”, contou ao TODAY.com.
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Após novos exames, médicos identificaram uma perfuração intestinal, condição causada por um rompimento no trato digestivo. A situação levou à descoberta de uma massa no cólon.
Rylie passou por uma cirurgia de emergência para retirada do tumor e recebeu o diagnóstico de câncer colorretal em estágio 4, já com suspeita de metástases no fígado e nos pulmões. “Quando você ouve: ‘Você tem câncer’, você simplesmente pensa: isso não pode estar certo. Isso não pode ser comigo porque, antes disso, eu era muito saudável. Ouvir que eu tinha câncer de cólon simplesmente não fazia sentido”, afirmou.
A jovem afirmou não apresentar fatores de risco normalmente associados à doença. Ela pratica esportes, mantém alimentação saudável, tem peso considerado adequado e não possui histórico familiar de câncer colorretal.
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Especialistas ouvidos pela NBC News afirmam que os casos de câncer gastrointestinal entre jovens adultos vêm aumentando nos últimos anos. “Essa é a pergunta do século. Atualmente não sabemos o que está impulsionando o aumento das taxas de câncer gastrointestinal em jovens”, declarou a médica Kimmie Ng, diretora do Young-Onset Colorectal Cancer Center, do Dana-Farber Cancer Institute.
Já o médico John Marshall afirmou: “Isso nunca costumava acontecer nessa faixa etária, e agora há um aumento muito significativo de pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos com câncer de cólon”.
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Durante o processo, Rylie disse ter sentido que sua idade influenciou a condução do caso. “Eu sentia que eles não estavam investigando tão a fundo. Só porque eu era muito jovem, eles não iam fazer uma colonoscopia”, relatou.
Atualmente, ela realiza sessões de quimioterapia a cada duas semanas, além de imunoterapia. Antes do início do tratamento, congelou óvulos devido ao risco de infertilidade causado pela quimioterapia.


