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Criador de conteúdo Cole Anderson-James é recusado para transplante capilar na Turquia

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Cole Anderson-James com a linha capilar marcada antes do transplante em Londres (Foto: Instagram)

Cole Anderson-James viajou para a Turquia com a expectativa de retornar com uma nova linha capilar. Aos 28 anos, o criador de conteúdo britânico, conhecido por seus vídeos de humor no TikTok e no YouTube, foi a uma clínica para realizar um transplante de cabelo e compartilhar o processo com seus seguidores. A ideia era simples: passar pelo procedimento, mostrar os bastidores e sair de lá com o início de uma transformação estética.

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No entanto, a viagem não saiu como planejado. Pouco antes da cirurgia, os médicos interromperam o procedimento. O problema não estava no cabelo ou na técnica, mas nos sinais vitais de Cole. Segundo ele, sua pressão arterial estava muito baixa, enquanto sua frequência cardíaca estava elevada. O corpo parecia acelerado, mas não respondia como esperado.

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O caso chamou atenção, pois transplantes capilares se tornaram cada vez mais comuns, especialmente entre homens jovens que buscam recuperar entradas ou redesenhar a linha do cabelo. A Turquia se tornou um dos destinos mais procurados para esse tipo de procedimento, com clínicas especializadas recebendo pacientes de diversos países. Mesmo assim, a experiência de Cole mostrou que, apesar da popularidade da cirurgia, ela ainda é um procedimento médico com riscos reais.

A cirurgia cancelada na Turquia

Cole explicou que os exames começaram como parte da preparação normal antes do transplante. A equipe precisava garantir que sua pressão estivesse estável antes de aplicar sedação e anestesia. Foi então que algo saiu do padrão.

“Eles checaram minha pressão… minha pressão precisava estar estável, e aparentemente estava um pouco baixa”, disse Cole.

Ao mesmo tempo, sua frequência cardíaca estava alta. Para ele, era como se o coração estivesse batendo rápido demais, mas sem força suficiente. A combinação preocupou a equipe médica. Os profissionais tentaram corrigir o problema com medicação e fluidos intravenosos, buscando elevar a pressão arterial. Mesmo assim, a pressão continuou baixa, enquanto os batimentos seguiram aumentando.

Esse quadro acendeu o alerta do anestesista. Como o procedimento exigiria anestesia, continuar poderia aumentar o risco de complicações durante a cirurgia. O transplante capilar pode parecer um tratamento estético simples para quem vê apenas o resultado final, mas envolve extração de folículos, incisões no couro cabeludo, anestesia local e longas horas de procedimento.

Segundo Cole, os médicos foram diretos ao explicar o risco. “Os médicos simplesmente disseram: ‘99% de chance de você ficar bem, mas 1% de chance de você morrer’”, relembrou.

O risco que ele quis ignorar

Mesmo diante do aviso, Cole contou que, naquele momento, não queria desistir. Depois de viajar até outro país, se preparar para o procedimento e estar diante da oportunidade de mudar o visual, ele tentou convencer os médicos a seguirem em frente.

“Eu falei para ele: ‘Quer saber? Eu não vou morrer. Só façam… Se eu morrer, tudo bem’. Mas eles disseram: ‘Não’. O anestesista cancelou.”

A resposta da equipe foi firme. O procedimento não aconteceria. Para os médicos, não valia a pena transformar uma cirurgia estética em uma situação potencialmente perigosa. A decisão final ficou com o anestesista, responsável por avaliar se o corpo do paciente estava em condições seguras para receber a medicação.

Cole também sugeriu que a clínica pode ter sido ainda mais cautelosa por ele estar filmando a experiência. Como criador de conteúdo com milhões de seguidores, qualquer complicação poderia ganhar enorme repercussão. Ainda assim, o ponto central foi médico: os sinais vitais não estavam adequados.

A situação expôs uma parte menos glamourosa dos procedimentos estéticos. Nas redes sociais, o público costuma ver o antes e depois, o resultado, a recuperação acelerada e a promessa de autoestima renovada. Mas, antes da cadeira cirúrgica, existe uma triagem. E, quando o corpo dá sinais de instabilidade, o plano pode ser interrompido sem negociação.

A segunda tentativa em Londres

Cole não desistiu da ideia. Depois da tentativa frustrada na Turquia, ele decidiu fazer o transplante em Londres, na famosa Harley Street, região conhecida por concentrar clínicas e consultórios médicos privados. O procedimento aconteceu em fevereiro deste ano.

Dessa vez, tudo correu de forma mais tranquila. Ele descreveu a cirurgia como relativamente simples, embora longa. Segundo Cole, o transplante durou cerca de cinco horas. A estrutura parecia confortável: uma sala, uma cadeira, uma televisão grande e um ambiente mais próximo de uma sessão demorada de tratamento do que de uma cirurgia dramática.

“O processo foi fácil… foi tudo agradável e relaxante. Só uma cadeirinha nessa sala, uma TV grande”, disse.

A primeira etapa envolveu a parte de trás da cabeça, área normalmente usada como doadora dos fios. Cole ficou deitado de bruços, com a região exposta para que os profissionais aplicassem anestesia e extraíssem os folículos. Ele descreveu as injeções como repetitivas, rápidas e incômodas, mas suportáveis.

“Eu deitei de frente e fiquei numa espécie de cadeira de massagem, para a parte de trás da minha cabeça ficar exposta. Aí eles me espetaram atrás da cabeça… entra, sai, entra, sai, entra, sai, várias vezes.”

Depois da anestesia, veio a extração. Segundo ele, a sensação curiosa não era de dor, mas de som. “Eles extraem os cabelos. Você não sente isso. Só escuta. É tipo ‘zuup, zuup, zuup’. Parece que você consegue ouvir o cabelo sendo extraído.”

A parte mais dolorida

Para Cole, a dor do transplante estava concentrada nas injeções. Depois que a anestesia fazia efeito, o restante ficava bem mais tranquilo. Ainda assim, alguns segundos foram intensos.

“Depois de uns trinta segundos, você não sente mais, o que é ótimo. Mas é uma dor de cerca de seis em dez na parte de trás da cabeça”, explicou.

A parte da frente foi pior. É ali que os fios extraídos são implantados para redesenhar a linha capilar. Antes disso, os médicos aplicam anestésico e fluido no couro cabeludo, criando um inchaço temporário que facilita a implantação.

“Ele disse que essa era a parte dolorida… onde eles precisam injetar a frente da sua cabeça. Eles pegam uma agulha, enfiam na sua cabeça e injetam fluido. Então cria uma espécie de bolha.”

Cole classificou essa dor como algo entre oito e meio e nove em uma escala de dez, mas por pouco tempo. “Foi cerca de oito e meio, nove em dez de dor por uns bons quinze, vinte segundos. Mas depois disso, você fica tranquilo… a dor são só as injeções.”

Em algum momento, o procedimento ficou tão calmo que ele chegou a dormir. A cena contrasta com a descrição inicial das agulhas e extrações. O transplante, ao mesmo tempo, pareceu desconfortável, estranho e monótono. Um processo de horas em que os momentos mais difíceis duraram segundos, mas ficaram bem gravados na memória.

O custo do procedimento

Cole revelou que não pagou pelo transplante em Londres. O procedimento foi oferecido gratuitamente porque ele documentaria a experiência. Segundo ele, esse foi um fator decisivo para aceitar.

“Sinceramente, eu não teria feito se não tivessem me oferecido de graça”, afirmou.

Ele também comentou que não se sentia extremamente inseguro com o cabelo. Havia notado que a testa tinha “aumentado um pouco”, mas não descreveu isso como um incômodo profundo. A gratuidade pesou mais do que a vaidade.

“Tipo, se te oferecem um transplante de cabelo de graça, você vai aceitar, não vai?”

Em geral, um transplante capilar no Reino Unido pode custar cerca de 5 mil libras. No caso de Cole, a clínica tinha interesse no registro do procedimento. Ele disse que houve uma taxa com desconto envolvida na parceria, mas, para ele, a chance de fazer sem arcar com o valor comum tornou a decisão muito mais fácil.

A fala também abre uma janela para o universo dos influenciadores. Procedimentos estéticos, viagens, tratamentos e experiências podem virar conteúdo. Em troca da exposição, clínicas e marcas oferecem serviços, descontos ou parcerias. Para o público, o resultado aparece em vídeos. Para quem está na cadeira, ainda existe anestesia, recuperação, cuidados e expectativa.

A recuperação e o resultado parcial

Após o transplante, Cole precisou seguir cuidados específicos. A rotina incluía borrifar solução salina no couro cabeludo com frequência, dormir sentado ou inclinado usando um travesseiro de pescoço e lavar a cabeça com um shampoo específico. Ele admitiu, porém, que não seguiu todas as instruções à risca.

Esse período costuma ser cheio de pequenas etapas. O couro cabeludo fica sensível, os fios implantados passam por fases diferentes e o resultado final não aparece de imediato. Em muitos transplantes capilares, parte dos fios cai antes de crescer novamente, o que pode gerar ansiedade em quem espera uma mudança rápida.

Cole disse que, no momento da atualização, seu cabelo tinha começado a crescer de forma ainda fina e rala. Ele chegou a perguntar à clínica se aquilo melhoraria.

“Eu mencionei para a clínica, falei: ‘Isso vai melhorar?’ E eles disseram que sim”, contou.

Segundo ele, o prazo esperado é de quatro a seis meses para notar mudanças mais claras. “Geralmente são quatro a seis meses. Tipo, na marca dos seis meses, está ficando bom. Você vê coisas perceptíveis.”

Na época em que falou sobre o resultado, Cole estava com cerca de dois meses e meio de recuperação. O cabelo ainda não tinha atingido o estágio final. “Ainda está um pouco fino, mas vai melhorar. Quando melhorar, acho que vou ficar muito feliz.”

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