
Tragédia em Kenosha: pai acusado de negligência após morte de três filhos em incêndio (Foto: Instagram)
Um incêndio em uma residência em Kenosha, Wisconsin, EUA, resultou em uma tragédia familiar que agora está no centro de um caso criminal. Joshua Kannin, de 39 anos, enfrenta acusações de negligência infantil após a morte dos seus três filhos, Rylee, de 10 anos, Connor, de 9, e Alena, de 7.
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O incêndio ocorreu em 27 de novembro, durante o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Conforme a denúncia criminal, a polícia de Kenosha foi acionada após testemunhas relatarem que a casa estava completamente em chamas.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Kannin do lado de fora, vestindo apenas roupas íntimas. Ele teria corrido até os agentes em busca de ajuda, enquanto seus filhos permaneciam dentro da casa em chamas.
De acordo com as autoridades, Alena foi localizada no segundo andar da casa, enquanto Connor e Rylee estavam no primeiro andar. Os dois meninos foram declarados mortos no local. Alena foi levada ao hospital com queimaduras em 80% do corpo, mas não resistiu.
O que o pai disse à polícia
Kannin foi hospitalizado após o incidente e posteriormente conversou com os investigadores. Ele confessou ter fumado um cigarro antes de dormir. Durante a madrugada, acordou, mas não sabia se foi devido ao barulho do gato ou à fumaça.
Ao se levantar, Kannin afirmou ter visto um “pequeno incêndio no chão da cozinha”. Conforme o relato na denúncia, ele disse que entrou em pânico e saiu pela porta da frente.
Aos policiais, ele declarou que naquele momento pensou: “Tenho que buscar ajuda”.
Ainda segundo o relato, Kannin teria gritado para que os filhos saíssem da casa. Ele também mencionou que tentou retornar ao imóvel, mas a fumaça o impediu de avançar.
“Eu mal dei dois passos e tive que voltar”, disse ele à polícia. “Quando abri a porta, piorei as coisas.”
A tragédia se intensificou quando os bombeiros inspecionaram a casa e descobriram que não havia detectores de fumaça em funcionamento.
Kannin afirmou que havia removido um dos alarmes porque estava com defeito ou emitindo sons. Ele descreveu o barulho como incômodo.
A mãe diz que já havia alertado sobre os alarmes
A mãe das crianças, Jourdan Feasby, afirmou que já havia alertado o ex-companheiro sobre a falta de detectores de fumaça. Ela também informou a mãe dele, que limpava a casa semanalmente, e o proprietário do imóvel.
“Eu cobrava dele por não ter detectores de fumaça, avisei a mãe dele, que limpava a casa uma vez por semana, que não havia detectores de fumaça, avisei o proprietário que não havia detectores de fumaça”, declarou.
Feasby também descreveu o apartamento do ex como “nojento” e disse que a situação das crianças ali era como “cada um por si, de certa forma”. As mortes foram classificadas como acidentais, mas a mãe das crianças afirma que continua lutando por justiça. Para ela, o caso precisa ter consequências sérias. Ao comentar as acusações contra Kannin, Feasby disse que o sentimento era “agridoce”. Quase cinco meses depois da tragédia, ela afirmou estar destruída.
“Eu morri com eles naquele dia”, disse. Ela também descreveu os últimos meses como “um inferno” para ela e sua família. “Estou literalmente vivendo meu pior pesadelo”, afirmou.
Kannin deverá comparecer ao tribunal em 14 de maio. O caso segue em andamento, enquanto a investigação coloca em foco não apenas os minutos caóticos do incêndio, mas também as condições da casa antes da tragédia e os alertas que, segundo a mãe, já haviam sido feitos antes da morte das três crianças.


