Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Por que o número 13 é evitado em prédios e aviões?

Date:


Placa enferrujada com o número 13 fixa corda em um cais de madeira. (Foto: Instagram)

A superstição em relação ao número 13 é tão comum na cultura ocidental que recebeu um nome científico: triscaidecafobia. Esse medo irracional influencia a arquitetura de grandes cidades e a operação de companhias aéreas ao redor do mundo. Em diversos países, é frequente entrar em um elevador e notar que a sequência numérica salta do 12 para o 14. O mesmo ocorre nos corredores de aviões comerciais, onde a fileira 13 simplesmente não aparece nos mapas de assentos.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Essa prática não é um mero capricho de arquitetos ou designers. Trata-se de uma estratégia de mercado fundamentada na psicologia do consumidor. Empresas imobiliárias e de aviação investem grandes somas em seus ativos e evitam o risco de que uma unidade habitacional ou um assento específico fique vazio devido a uma crença popular. Se um passageiro acredita que o número traz azar, ele pode se sentir desconfortável ou até se recusar a embarcar, causando problemas operacionais e financeiros.

++ Mulher ganhou na Justiça o direito de cegar com ácido o homem que a atacou após recusar seu pedido de casamento

A origem desse medo é incerta, mas há várias teorias históricas e religiosas. Uma das mais conhecidas é a última ceia de Jesus Cristo, onde o décimo terceiro convidado era Judas Iscariotes, o traidor. Na mitologia nórdica, um banquete em Valhalla para doze deuses foi interrompido por Loki, o deus da trapaça, que apareceu sem ser convidado como o décimo terceiro, resultando na morte do deus Balder. Essas histórias se perpetuaram ao longo dos séculos, consolidando-se no imaginário coletivo e levando ao evitamento sistemático do número.

Nos arranha-céus de cidades como Nova York, Chicago ou Hong Kong, o décimo terceiro andar existe fisicamente, mas é disfarçado na numeração oficial. Em muitos casos, esse pavimento é renomeado como 12B ou 14A. Outra tática comum é transformar o andar em uma área técnica, destinada a abrigar máquinas de ar-condicionado, sistemas de elevadores e depósitos, tornando-o inacessível ao público que utiliza o painel de botões principal.

J.W. Bill Marriott, fundador da rede de hotéis Marriott, comentou certa vez sobre essa decisão comercial: “Foi uma das primeiras coisas que aprendi. Você não coloca um número 13 nos seus hotéis se quiser que as pessoas durmam tranquilas”. Essa visão é compartilhada pela Otis Elevators, uma das maiores fabricantes de elevadores do mundo. A empresa estima que até 85% dos painéis de elevadores instalados em grandes prédios nos Estados Unidos omitem o número 13 para evitar o desconforto dos usuários.

Mesmo em edifícios residenciais modernos, a ausência do número pode valorizar o imóvel. Corretores de imóveis relatam que apartamentos localizados em um andar numerado como 13 costumam levar mais tempo para serem vendidos ou precisam de descontos agressivos para atrair compradores. Ao renumerar o prédio, a administração elimina esse obstáculo psicológico logo na planta, garantindo que todos os pavimentos tenham o mesmo apelo comercial perante o mercado.

No setor aéreo, a regra do pulo numérico é aplicada de forma rigorosa por gigantes como Air France, Lufthansa e Iberia. Ao caminhar pela aeronave, o passageiro nota que as placas de sinalização saltam do doze para o quatorze sem qualquer explicação visual. O espaço físico entre as poltronas permanece o mesmo, respeitando o projeto de engenharia da aeronave, mas a etiqueta colada no compartimento de bagagem superior ignora o numeral considerado azarado.

Representantes da Lufthansa explicam que essa escolha respeita as sensibilidades culturais de seus clientes internacionais. Em um comunicado oficial, a empresa afirmou: “Em muitas culturas, o número 13 é considerado azarado. Por isso, por respeito aos nossos passageiros, preferimos não utilizar essa numeração em nossas fileiras”. A companhia também retira a fileira 17 em voos para países como a Itália e o Brasil, onde esse número específico também carrega conotações negativas ligadas à morte em tradições antigas.

A Ryanair, uma das maiores empresas de baixo custo da Europa, também adota essa prática em toda a sua frota. Mesmo sendo uma companhia focada na eficiência máxima e na redução de custos, a administração entende que lidar com pedidos de troca de assento de última hora por causa de superstição causaria atrasos no embarque. Manter a fileira 13 fora do sistema de reservas simplifica a operação e evita atritos entre a tripulação e viajantes ansiosos que buscam uma viagem segura e sem presságios negativos.

Curiosamente, essa omissão não é universal. Na China e em outros países asiáticos, o número do azar é o 4, pois sua pronúncia se assemelha à palavra morte. Por lá, é comum ver prédios que pulam o 4, o 14 e o 24. A aviação global, que conecta diferentes culturas, acaba adotando um mix dessas regras para garantir que nenhum passageiro se sinta ameaçado por um simples algarismo impresso em seu cartão de embarque.

Share post:

Assine

Popular

Notícias
Relacionadas

Patricia Tio fotografa mulheres após o sexo para projeto autêntico

Retrato pós-intimidade: vulnerabilidade feminina sem...

Kristen Stewart e doação de príncipe após furacão Sandy

Encontro Relâmpago em Nome da...