Karanbir Singh Cheema, de 13 anos, morreu em uma escola em Londres, depois que um colega jogou um pedaço de queijo em seu rosto durante o intervalo, desencadeando anafilaxia. O jovem, que possuía alergia severa a produtos lácteos, sofreu uma reação grave, passou de um estado normal à inconsciência em menos de 10 minutos e morreu 10 dias depois no hospital.
Segundo a investigação, os alunos envolvidos não tinham conhecimento da gravidade da condição de Karan. A legista responsável classificou o episódio como um “ato infantil e impensado”, afirmando que não houve intenção de causar dano grave.
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Apesar disso, o relatório apontou falhas por parte da escola. Entre os principais pontos estão a falta de conscientização dos alunos sobre a alergia do estudante e deficiências no plano de cuidados médicos.
A análise também indicou que havia apenas um dispositivo de adrenalina disponível, embora fosse recomendado o uso de dois, e que o equipamento utilizado estava fora do prazo de validade. Durante o atendimento, apenas uma dose foi administrada.
A legista afirmou que não é possível determinar se o uso de medicação adequada ou a aplicação de uma segunda dose teria evitado a morte, mas destacou que essas medidas poderiam ter aumentado as chances de sobrevivência.
Outro fator citado foi a falta de entendimento sobre a necessidade de aplicação imediata de adrenalina em casos de dificuldade respiratória. Especialistas ouvidos durante a investigação apontaram que reações fatais apenas pelo contato com a pele são raras, mas possíveis em casos de alergias severas.
A família do adolescente afirmou que espera que o caso sirva de alerta. O pai declarou: “A morte de Karan deixou um vazio que nunca será preenchido. A dor e a tristeza de perdê-lo são tão intensas e recentes que parece que nunca conseguiremos superar”.


