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Ataques de drones atingem duas refinarias no Kuwait e causam incêndios sem feridos

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Chamas e fumaça após ataque de drones a refinaria no Kuwait (Foto: Instagram)

Na quinta-feira (19/3), dois ataques de drones atingiram duas refinarias no Kuwait, provocando incêndios em equipamentos e depósitos de petróleo. Apesar da intensidade das chamas, não houve registro de feridos entre funcionários ou equipes de segurança, segundo fontes oficiais do país.
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De acordo com relatórios preliminares, os alvos dos ataques foram unidades de processamento localizadas em regiões distintas do território kuwaitiano, responsáveis por parte significativa da produção diária de derivados de petróleo. As chamas foram controladas pelo serviço de combate a incêndios das instalações em poucas horas, e as operações foram suspensas temporariamente para avaliação de danos e reparos na estrutura.
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O Kuwait é um dos maiores produtores de petróleo do Oriente Médio, com capacidade de refino que abastece mercados regionais e internacionais. As refinarias atacadas processam diferentes tipos de cru, transformando-o em combustíveis como gasolina, querosene de aviação e óleo diesel. Qualquer interrupção nessa cadeia produtiva pode afetar a oferta global de derivados e gerar impacto nos preços do petróleo, dada a relevância estratégica do país na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

O uso de drones em ações contra infraestrutura energética tem se intensificado nos últimos anos em diferentes regiões do mundo. Esses dispositivos aéreos não tripulados podem transportar cargas explosivas ou dispositivos incendiários e voar em baixa altitude, dificultando a detecção pelos sistemas de defesa convencionais. Em refinarias, as barreiras de proteção incluem radares, torres de vigilância e patrulhas terrestres, mas as aeronaves não tripuladas representam um desafio adicional às práticas de segurança já estabelecidas.

Em termos históricos, ataques a instalações de petróleo no Oriente Médio não são inéditos. Grupos não estatais e atores militares têm utilizado armas de pequeno alcance, incluindo drones, para pressionar governos e companhias de energia. Embora as motivações variem — desde disputas territoriais até retaliações políticas —, o resultado comum é a necessidade de investimentos crescentes em sistemas de monitoramento e defesa contra ameaças aéreas.

Após os incidentes de 19 de março, as autoridades do Kuwait anunciaram a abertura de uma investigação para identificar a origem dos drones e os responsáveis pelos disparos. Equipes técnicas foram mobilizadas para realizar perícias nos destroços encontrados nos locais dos impactos. Além disso, reforços de segurança foram implementados nas refinarias, com a adoção de novos protocolos de vistoria e a instalação de detectores de sinais de rádio e de radares adicionais.

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