
Fumaça se eleva após ataque a instalações nucleares no Irã (Foto: Instagram)
Em junho de 2025, os EUA realizaram ataques a três instalações nucleares do Irã, resultando em ao menos 634 mortos e diversos feridos. As operações foram conduzidas com mísseis de cruzeiro lançados a partir de navios e aviões, atingindo depósitos de material físsil, centros de pesquisa e laboratórios associados ao programa atômico iraniano.
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Relatórios oficiais indicam que as três bases tinham importância estratégica para o desenvolvimento de centrífugas e enriquecimento de urânio. Fontes médicas confirmaram que, além das fatalidades, centenas de trabalhadores e técnicos ficaram feridos, muitos em estado grave. Autoridades do Irã ainda não divulgaram um balanço completo, mas estimam que o número de vítimas possa ser ainda maior, devido ao calor intenso provocado pelas explosões e ao possível vazamento de substâncias tóxicas.
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O programa nuclear iraniano, iniciado décadas atrás, visa oficialmente fins pacíficos, como geração de energia elétrica e aplicações médicas. No entanto, sua capacidade de enriquecer urânio em níveis que ultrapassam os 90% de pureza colocou o Irã sob escrutínio internacional. A eventual obtenção de material para armamento atômico sempre foi vista como uma linha vermelha por parte dos Estados Unidos, que justificaram a operação como uma medida de “defesa preventiva” para conter o que classificaram como ameaça iminente à segurança regional.
Especialistas em direito internacional debatem a legalidade do ataque, já que o princípio da soberania nacional proíbe ações militares sem autorização prévia do Conselho de Segurança. O conceito de “autodefesa preventiva” não é plenamente reconhecido pelos tratados vigentes, o que eleva o debate sobre a necessidade de mandatos claros ou de aprovação de organismos multilaterais. Analistas ressaltam que, ainda que o Irã mantenha atividades nucleares controversas, o uso de força letal deve seguir parâmetros estritos para não configurar violação ao direito internacional.
O histórico de relações entre EUA e Irã é marcado por episódios de alta tensão: a revolução islâmica de 1979, que levou à substituição de um governo pró-Ocidente por uma república teocrática, endureceu o clima político. Desde então, sanções econômicas, embargos tecnológicos e imposições diplomáticas foram aplicados ao Irã. Em 2015, Teerã firmou um importante acordo nuclear com várias potências mundiais, limitando temporariamente seu programa de enriquecimento, mas o tratado foi abandonado alguns anos depois pelos Estados Unidos, exacerbando novamente o conflito.
As repercussões do bombardeio podem elevar ainda mais o nível de hostilidade no Oriente Médio. Autoridades iranianas já prometeram retaliação, enquanto governos vizinhos acompanham com preocupação a possibilidade de nova escalada militar. Observadores indicam que, além do impacto humanitário imediato, o episódio pode afetar o mercado global de energia, uma vez que o Irã é um dos maiores produtores de petróleo da região, e provocar reações em alianças estratégicas estabelecidas ao longo das últimas décadas.


