
Fita policial isola cena onde três irmãs pularam do nono andar em Ghaziabad, Índia. (Foto: Instagram)
Três irmãs adolescentes, identificadas como Nishika, 16, Prachi, 14, e Pakhi, 12, morreram ao pular do nono andar do prédio onde moravam em Ghaziabad, cidade próxima a New Delhi, na Índia. O caso, ocorrido na madrugada de quarta-feira, chocou a comunidade local e mobilizou as autoridades policiais da região. Segundo informações iniciais, as jovens deixaram um diário com oito páginas de conteúdo explicando seus sentimentos antes de cometerem o ato.
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Relatos da rede de notícias NDTV e da Press Trust of India apontam que as irmãs teriam desenvolvido um forte interesse por um jogo online de origem coreana, o que levou os pais a restringirem o uso do telefone móvel para tentar conter o suposto “vício”. Essa medida, segundo testemunhos, teria motivado a decisão trágica das garotas. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que o game tenha relação direta com o desfecho fatal.
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Por volta de 2h15 do dia 4 de fevereiro, a polícia foi acionada para atender uma ocorrência em que “três meninas tinham pulado da sacada do nono andar”, conforme comunicado compartilhado pelo Deputy Commissioner of Police Nimish Patel em sua conta oficial no X. Agentes confirmaram no local que as vítimas eram filhas de Chetan Kumar, morador do imóvel onde tudo aconteceu.
A investigação preliminar aponta que as irmãs passaram a maior parte do tempo em casa nos últimos dois anos, sem frequentar a escola, e mantinham uma rotina dedicada ao jogo mencionado. O pai, Chetan Kumar, revelou à NDTV que as meninas falavam frequentemente sobre o desejo de viajar à Coreia, país cuja cultura online as encantava. “Se eu soubesse da existência desse jogo, jamais permitiria que jogassem”, lamentou Kumar.
Especialistas em saúde mental alertam para os riscos reais do uso excessivo de dispositivos eletrônicos e dos games, especialmente durante a pandemia de COVID-19, quando o confinamento intensificou o tempo de tela de muitas famílias. O relato de Nimish Patel destaca que, “nos últimos dias, as meninas foram privadas do telefone, e essa restrição aparentou impactar ainda mais seu estado emocional”.
Além das apurações policiais e da coleta de depoimentos, a perícia analisa o conteúdo deixado pelas jovens no diário, com detalhes sobre a paixão pelas tarefas do jogo e o envolvimento com a cultura coreana. As autoridades não descartam novas oitivas com familiares, vizinhos e colegas de escola para compreender todo o contexto.
Se você ou alguém que conhece enfrenta sofrimento emocional, depressão ou problemas relacionados à dependência digital, procure ajuda imediatamente. No caso de crises nos Estados Unidos, disque ou mande mensagem para 988, disponível 24 horas por dia; no Brasil, busque o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188 ou pelo site www.cvv.org.br.

