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Caris Gibson, 21, pode perder a bexiga após médicos diagnosticarem tardiamente a síndrome rara de Fowler

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Caris Gibson, 21 anos, em luta contra a síndrome de Fowler e risco de remoção da bexiga (Foto: Instagram)

A jovem Caris Gibson, de 21 anos, enfrenta agora o risco de ter a bexiga removida depois de médicos confundirem por meses os sinais de sua condição urinária rara. Diagnosticada apenas em novembro com a síndrome de Fowler, Caris sofreu retenção urinária crônica, dor intensa e crescentes infecções devido à falta de um diagnóstico preciso. Sua mãe, Jill Lumsden, organizou uma vaquinha para custear o tratamento especializado diante da longa espera no sistema público de saúde. Jill Lumsden alerta que, sem um procedimento urgente, a córnea da bexiga pode ficar irremediavelmente comprometida.

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A aflição de Caris Gibson começou em fevereiro de 2024, quando passou a se sentir incapaz de urinar e apresentava fortes dores na região abdominal. Inicialmente, acreditou tratar-se de uma infecção urinária (ITU), mas as repetidas idas ao pronto-socorro não esclareceram o problema. Entre janeiro e março, Caris visitou o hospital quase todas as semanas, recebendo antibióticos “por precaução”, segundo relatos publicados no jornal The Independent. Mesmo após encaminhamento ao serviço de urologia, os exames iniciais não apontaram a causa de sua dificuldade para esvaziar a bexiga.

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Durante a investigação, exames de imagem mostraram que sua bexiga estava dilatada a ponto de ultrapassar duas vezes e meia o volume normal, consequência direta da retenção constante de urina. Para drenar o órgão, os médicos ensinaram a Caris Gibson a técnica de auto-cateterização uretral, que consiste em inserir um cateter fino pela uretra até a bexiga. Entretanto, a estreiteza da uretra impedia a completa colocação do tubo, provocando dor intensa. Posteriormente, optou por um cateter suprapúbico, alojado por um orifício no abdômen, mas mesmo assim desenvolveu infecções frequentes.

Com a piora progressiva do quadro, Caris passou a apresentar resistência a diversos antibióticos, resultado do uso contínuo e repetido de remédios para combater infecções urinárias. A jovem chegou a relatar que, embora acordasse esperando um alívio, frequentemente via sua condição se agravar até à tarde, com dores renais, espasmos e novas crises de retenção. Nem o cateter suprapúbico lhe trouxe conforto definitivo.

Após exaustivos exames eletromiográficos da musculatura pélvica, Caris Gibson recebeu o diagnóstico de síndrome de Fowler — doença caracterizada pela contração involuntária do esfíncter uretral que impede a micção normal. Trata-se de enfermidade rara, pouco conhecida até mesmo por especialistas, que costuma afetar mulheres jovens. Em muitos casos, o diagnóstico demora anos, pois sintomas iniciais imitam infecções ou distúrbios neurológicos.

Enquanto aguarda consulta especializada pela rede pública de saúde, Caris e sua família decidiram buscar atendimento particular. A mãe da jovem, Jill Lumsden, lançou no site GoFundMe uma campanha para arrecadar R$ 185.000 destinados a custear um dispositivo de neuromodulação sacral — técnica capaz de reestabelecer o funcionamento adequado da bexiga. Segundo Jill Lumsden, caso o procedimento não se confirme eficaz, Caris poderá ter de passar por cistectomia, cirurgia de remoção completa da bexiga, e usar bolsa externa para coleta de urina pelo resto da vida.

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