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Tiffany Score e Steven Mills processam Fertility Center of Orlando após descobrirem que filha Shea Score Mills não é genética deles

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Casal processa clínica após descobrir bebê sem parentesco (Foto: Instagram)

No início do ano passado, o casal Tiffany Score e Steven Mills recorreu ao Fertility Center of Orlando, em Longwood, Flórida, e ao Dr. Milton McNichol em busca de ajuda para engravidar por meio de fertilização in vitro. Após diversas sessões de estimulação ovariana e exames de acompanhamento, eles produziram e armazenaram três embriões viáveis, confiantes de que cada etapa do procedimento ocorreria de forma segura e transparente.

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Em abril, Tiffany Score foi submetida à transferência de um dos embriões, sem jamais duvidar de sua origem. Enquanto ela iniciava a gravidez, Steven Mills preparava o enxoval e a decoração do quartinho da futura filha. Tudo seguia dentro do planejado até o nascimento, em 11 de dezembro, de sua menina, batizada de Shea Score Mills — um dia que deveria ter sido apenas de comemoração.

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Contudo, ao olhar para o rosto da bebê, ambos notaram traços incompatíveis com sua genética. Sob orientação do advogado Jack Scarola, o casal realizou exames de DNA que comprovaram o choque: Shea Score Mills não tinha parentesco biológico com Tiffany Score nem com Steven Mills. Embora amem a menina “mais do que palavras podem expressar”, o casal afirma ter “a obrigação moral de encontrar seus pais genéticos”.

Em vez de pleitear indenização em dinheiro, Tiffany Score e Steven Mills decidiram mover ação judicial para obter acesso aos registros da clínica, exigir explicações sobre o suposto mixup de embriões e descobrir se os próprios óvulos ou espermatozoides congelados foram transferidos a outras pacientes. Uma nota divulgada pelo Fertility Center of Orlando, posteriormente removida após audiência de emergência, reconhecia estar “cooperando ativamente na investigação do erro que causou o nascimento de uma criança sem relação genética com o casal”.

Segundo o advogado Jack Scarola, a investigação interna deve levar entre quatro e seis semanas. Enquanto isso, o casal vive apreensivo com a possibilidade de que seus embriões tenham sido implantados em outra família e de que, no futuro, a guarda de Shea Score Mills possa ser questionada. Em audiência marcada para 30 de janeiro, o tribunal deverá determinar quais dados podem ser compartilhados, preservando a privacidade de terceiros envolvidos.

Apesar de casos de confusão de embriões em clínicas de fertilização in vitro serem raros, eles expõem fragilidades no manejo de amostras biológicas e geram repercussão internacional. No Brasil, normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exigem dupla conferência de amostras, identificação por código de barras e procedimentos rigorosos de segurança em laboratórios de reprodução assistida. Para Tiffany Score e Steven Mills, porém, essas medidas não foram suficientes: o sonho de formar uma família tornou-se agora uma luta judicial em busca de respostas e justiça.

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