
Membros da guarda costeira filipina oferecem bebidas quentes a sobreviventes do MV Trisha Kerstin 3 resgatados no mar agitado de Basilan. (Foto: Instagram)
A balsa MV Trisha Kerstin 3, com capacidade para até 352 pessoas, afundou nas águas do sul das Filipinas nas primeiras horas de 26 de janeiro, resultando em pelo menos 18 mortos e 24 desaparecidos, de acordo com a Philippine Coast Guard. A embarcação transportava 332 passageiros e 27 tripulantes quando, por volta da 1h50 (horário local), submergiu a aproximadamente 2,75 milhas náuticas da ilha Baluk-Baluk, em Basilan, conforme comunicado oficial da corporação.
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Na madrugada de segunda-feira, o MV Trisha Kerstin 3 seguia da cidade portuária de Zamboanga até a ilha de Jolo, na província de Sulu, cerca de 1.300 quilômetros ao sul de Manila. Testemunhas relataram condições de mar “agitado”, com ondas altas que podem ter comprometido a estabilidade da balsa. Até o início da tarde, 317 sobreviventes haviam sido resgatados por embarcações da guarda costeira e de apoio, segundo o jornal The Daily Tribune.
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Em nota na página oficial, a Philippine Coast Guard informou que o navio partiu de Zamboanga às 21h20 do dia 25 de janeiro operando dentro da capacidade máxima autorizada. O alerta de emergência partiu do oficial marítimo a bordo, e uma embarcação de resgate foi imediatamente despachada para o local. A investigação preliminar será aberta para apurar as causas exatas do sinistro.
Além das equipes da guarda costeira, navios comerciais, unidades das Forças Armadas das Filipinas e órgãos do governo local colaboram nas buscas. A balsa em questão também costuma ser utilizada para transporte de carga, prática comum nas ligações interilhas do arquipélago filipino, onde veículos e mercadorias viajam nos conveses inferiores das RORO (roll-on/roll-off).
O governador de Basilan, Mujiv Hataman, publicou um registro em rede social mostrando sobreviventes desembarcando em botes de resgate, alguns em macas. “Nossas condolências a todos que perderam entes queridos. Continuaremos as buscas por aqueles que ainda não foram encontrados”, escreveu Mujiv Hataman, ressaltando o empenho local nas operações de salvamento.
O porta-voz da Philippine Coast Guard, Capitão Noemie Cayabyab, disse ao jornal Manila Bulletin que os relatos dos passageiros confirmam as más condições do mar na hora do acidente. “Com base no testemunho dos sobreviventes, o mar estava agitado devido às ondas altas. Como em outros incidentes, será conduzida investigação marítima para determinar a real causa deste sinistro”, acrescentou Cayabyab.
Em contexto técnico, as balsas RORO são vitais para a comunicação entre as mais de 7.600 ilhas do país, mas exigem rígidos protocolos de segurança. Regulamentações determinam inspeções periódicas de casco, equipamentos de flotação e sistemas de evacuação de emergência. Apesar disso, tempestades repentinas e correntes fortes comprometem a navegabilidade, exigindo ações rápidas das autoridades costeiras.
Historicamente, as Filipinas já registraram tragédias similares, o que levou a ajustes em normas internacionais de navegação e à capacitação contínua dos tripulantes. O caso do MV Trisha Kerstin 3 reforça a necessidade de monitoramento meteorológico em tempo real e de planos de contingência robustos para transporte de passageiros e cargas entre ilhas.

