
Consulta médica: não ignore sinais do corpo e busque uma segunda opinião (Foto: Instagram)
Jillian recebeu um diagnóstico que mudou sua vida depois que um médico desconsiderou seus sinais em apenas nove minutos. Mesmo tendo concorrido a uma rotina intensa como professora, equilibrando carreira e família, ela percebeu algo estranho em seu nariz e decidiu insistir em uma avaliação mais aprofundada até confirmar câncer de pele.
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Falando ao site Mamamia, Jillian contou que reparou em um crescimento atípico na ponta do nariz, mas demorou para procurar ajuda por causa de seu dia a dia corrido. A interrupção veio quando um de seus alunos comentou sobre “linhas vermelhas estranhas” na face dela, o que a levou a buscar atendimento junto a um clínico geral, que a encaminhou rapidamente a um especialista.
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O dermatologista a quem Jillian recorreu pediu que ela suspendesse o uso de spray descongestionante, examinou o caso por nove minutos e a dispensou sem exames detalhados. Naquele momento, ela não deu grande importância ao alerta, pois reconhece que costuma ignorar sinais do próprio corpo e atribuir variações de pele, sonolência ou dores a fatores momentâneos.
Com o passar das semanas, as linhas vermelhas tornaram-se mais intensas e, posteriormente, surgiu um nódulo palpável. Jillian então procurou um segundo especialista, que realizou biópsias — procedimento em que uma pequena amostra de tecido é removida para análise microscópica aprofundada — e a encaminhou a um cirurgião geral. A impressão inicial foi de um tumor “autossuficiente” com irrigação sanguínea própria, mas sem definição clara da extensão.
Foram feitas novas biópsias em sequência, pois Jillian relatava dificuldade para respirar por uma narina e sentia como se algo rastejasse sobre a pele. Até que, após uma última amostra, foi confirmada a presença de câncer de pele localizado, entretanto com margens ainda indefinidas. Na primeira cirurgia de remoção, os médicos extraíram apenas o tecido visivelmente afetado, mas precisaram voltar várias vezes ao centro cirúrgico para ampliar a área de ressecção, garantindo a retirada completa das células malignas.
Cada procedimento causou impacto emocional e físico. Jillian descreveu a angústia ao ouvir que novos cortes eram necessários, a sensação de “não se reconhecer no espelho” e a apreensão quando os cirurgiões exibiam os fragmentos de tecido removidos. Além da doença em si, o desafio de redefinir traços faciais e lidar com as cicatrizes foi avassalador.
Após o tumor ser eliminado, Jillian passou por sessões de radioterapia para reduzir o risco de recidiva e então submeteu-se a cirurgias plásticas reconstrutivas. Esses procedimentos visam restaurar a forma e a função dos tecidos, unindo técnicas de enxerto e retalho cutâneo. O processo de recuperação pode levar até doze meses para que o inchaço desapareça por completo, exigindo acompanhamento periódico.
Agora, Jillian realizará ressonâncias magnéticas semestrais para monitorar possíveis sinais de retorno do câncer. Em sua experiência, ela reforça a importância da detecção precoce: se algo parecer fora do normal, não hesite em buscar uma segunda opinião médica. “Você precisa ouvir a si mesmo. Se achar que algo está errado, faça os exames”, aconselha Jillian.

