Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Justiça reclassifica crime de ladrão após laudo apontar que PM morreu por tiro de colega

Date:


Justiça afasta condenação por latrocínio de réu em caso de assalto a farmácia em Sorocaba. (Foto: Instagram)

São Paulo — A 2ª Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, no interior de São Paulo, alterou a condenação de Vitor dos Santos Alencar Conceição, um dos réus do assalto a uma farmácia da cidade que terminou com a morte do policial Matheus Almeida Rodrigues e de três integrantes do grupo que tentou roubar o estabelecimento.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Segundo decisão assinada pela juíza de Direito Dra. Margarete Pellizari no dia 29 de outubro, a condenação por latrocínio foi afastada “diante da ausência de nexo causal e subjetivo entre a conduta de Vitor e o tiro disparado pelo policial”. A magistrada reclassificou o crime como roubo duplamente majorado, caracterizado pelo uso de arma de fogo e pelo concurso de agentes.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Com a mudança, Vitor não foi condenado por latrocínio, como havia pedido o Ministério Público (MPSP), crime cuja pena varia de 20 a 30 anos de reclusão, dependendo do caso. A pena definitiva foi fixada em 15 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Embora a morte do policial não tenha sido atribuída a Vitor para configurar latrocínio, a magistrada classificou o óbito do agente como uma “consequência fática desfavorável na primeira fase da dosimetria”. Por isso, a pena mínima inicial do roubo, que seria de 4 anos, foi duplicada na pena-base para 8 anos de reclusão.

DECISÃO BASEADA NO LAUDO DA PERÍCIA

Um laudo da Polícia Científica já havia apontado que o disparo que matou o policial Matheus Almeida partiu da arma de outro agente.

Na decisão, a juíza afirmou que o laudo fez a “comparação microbalística entre o projétil extraído da vítima e as pistolas dos oito policiais militares que atuaram na ocorrência”, concluindo de forma peremptória que o tiro fatal saiu da pistola Glock calibre .40, usada por outro policial que participava da ação.

Além disso, as armas apreendidas com os assaltantes eram revólveres “calibre .38 Special” e um “simulacro de pistola”, totalmente incompatíveis com o calibre .40 que matou o policial.

As evidências também indicaram que Vitor já havia deixado o local do crime quando o policial militar foi atingido pelo disparo.

Tags: Condenação, PMSP, polícia militar, São Paulo, Tiroteio

Share post:

Popular

Notícias
Relacionadas

Relator de PL contra puxadores de voto vai se reunir com empresários em SP

Domingos Neto discutirá voto distrital...

Polícia prende na Bolívia traficante de MT que enviava cocaína à Europa

Investigado por tráfico de drogas...

Por que o Itamaraty prefere não comentar a derrota de Trump nas urnas

Itamaraty evita comentar derrota de...