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Boulos e Tarcísio divergem sobre alta do ICMS do diesel; governador chama declaração de “lamentável”

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Boulos e Tarcísio divergem sobre o reajuste do ICMS do diesel, aprovado no Confaz e previsto para entrar em vigor em fevereiro de 2027. (Foto: Instagram)

No último dia 27, governos estaduais aprovaram reajuste do ICMS sobre combustíveis, válido a partir de 1º de fevereiro de 2027.

São Paulo — O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divergiram neste domingo (1º/11) sobre quem responde pelo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel. O reajuste foi aprovado pelos governos estaduais durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

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Em um vídeo publicado no Instagram, Boulos declarou que o reajuste do imposto estadual afetaria o preço do combustível para caminhoneiros e também encareceria os alimentos nos supermercados, já que as mercadorias são transportadas pelas rodovias.

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“Depois das eleições, as máscaras caem, né? Durante toda a campanha, os bolsonaristas diziam: ‘A esquerda aumenta imposto, nós queremos reduzir’. Olhem o que acontece agora com o diesel”, afirmou Boulos. “Governador Tarcísio, faça a sua parte e ajude o povo brasileiro. Não dá para defender uma coisa na eleição e agir de outra forma, né, Tarcísio?”.

Depois da publicação, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota classificando como “lamentável” a declaração do ministro. “Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários”, afirmou.

“O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no Confaz, colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT. A cobrança segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo”, dizia a nota divulgada pela equipe do governador.

Guilherme Boulos voltou às redes sociais para responder. “Isso não muda nada quanto à incoerência de Tarcísio em relação ao discurso de campanha. Ele passou meses atacando Lula por causa dos impostos e, três dias depois da eleição, apoiou o aumento do ICMS no Confaz”, escreveu no X (antigo Twitter).

O governador Tarcísio de Freitas divulgou hoje uma nota contra mim depois de eu questioná-lo sobre a alta do ICMS do diesel. Ele tentou justificar a decisão dizendo que o aumento foi definido pelo Confaz e também recebeu o apoio de outros governadores.

Isso não muda NADA na incoerência de Tarcísio em relação ao discurso de campanha. Ele passou meses atacando Lula por causa dos impostos e, três dias depois da eleição, apoiou o aumento do ICMS no Confaz.

Enquanto isso, nosso governo subsidia R$2,12 por litro de diesel para evitar inflação provocada pela disparada do preço do petróleo após o ataque de Trump ao Irã.

Está claro quem está promovendo desinformação. Pior: agindo com hipocrisia e oportunismo político. Assuma a responsabilidade por suas posições, @tarcisiogdf. É o mínimo que se espera do governador de São Paulo!

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos), November 1, 2026

Confira a íntegra da nota de Tarcísio de Freitas:

“É lamentável que um ministro de estado distorça os fatos para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo dessa importância deveria esclarecer a população, em vez de espalhar desinformação.

O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no âmbito do Confaz, colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT. A cobrança sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo.

É importante lembrar que São Paulo manteve sua alíquota modal de ICMS nos últimos quatro anos, enquanto estados governados pelo PT aumentaram as suas. No Piauí, a alíquota chegou a 22,5%; na Bahia, a 20,5%; e no Ceará, a 20%.

Em São Paulo, seguimos outro caminho: mantivemos a alíquota modal em 18%, uma das menores do país, ampliamos as isenções de ICMS sobre produtos alimentícios e zeramos o IPVA para motos de até 180 cilindradas.

O debate político exige responsabilidade e respeito à verdade. Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários.”

Estados aprovam aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás em 2027

Os governos estaduais aprovaram a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada na terça-feira (27/10), em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Com a alteração, o imposto da gasolina subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, aumento de R$ 0,07, equivalente a 4,5%. Para o diesel, a alíquota passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, alta de R$ 0,13, ou 11,1%.

O gás de cozinha também terá aumento. O ICMS sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, acréscimo de R$ 0,91 em um botijão de 13 quilos.

Os novos valores constam nos convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União (DOU) na quarta (28/10).

Tags: Guilherme Boulos, ICMS, São Paulo, Tarcísio de Freitas

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