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Anvisa autoriza testes em humanos para vacina Vivaxin contra malária

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(Foto: Instagram)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu o aval para o início dos testes em humanos da Vivaxin, uma vacina totalmente nacional desenvolvida para combater a malária provocada pelo parasita Plasmodium vivax, responsável pela maioria dos casos dessa doença no Brasil. Este imunizante é fruto do trabalho conjunto de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP) e do laboratório Cristália.

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Se os testes comprovarem a eficácia e segurança, a Vivaxin poderá ser a primeira vacina disponível globalmente contra essa espécie do parasita. A Anvisa publicou a resolução que autoriza os testes no dia 6 de outubro, e o avanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde no sábado, dia 10.

Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária, conforme dados do Ministério da Saúde. A doença é predominante na região amazônica. Atualmente, as vacinas recomendadas para malária no mundo são voltadas para o Plasmodium falciparum, predominante na África, e não há uma vacina disponível para o Plasmodium vivax.

A primeira fase dos testes clínicos da Vivaxin envolverá 48 voluntários, entre 18 e 59 anos, que serão acompanhados por 360 dias para avaliar a segurança, reações e resposta imunológica à vacina. Esta fase ocorrerá no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte. Serão testadas três dosagens diferentes, com os participantes recebendo a vacina ou placebo.

A vacina será aplicada em três doses, com intervalos de 28 dias, e os voluntários serão monitorados por quase um ano para verificar eventuais efeitos adversos e a capacidade de estimular uma resposta imunológica. Caso os resultados sejam positivos, outras fases de pesquisa serão necessárias para confirmar a proteção contra a malária.

A malária é transmitida pela picada de mosquitos Anopheles infectados e provoca sintomas como febre, calafrios e dores no corpo. No Brasil, a doença é mais comum em áreas rurais e de difícil acesso na Amazônia. O Plasmodium vivax é responsável por cerca de 85% dos casos no país.

O desenvolvimento da Vivaxin é apoiado por instituições públicas e o laboratório Cristália, com o Ministério da Saúde destinando R$ 12 milhões para os ensaios clínicos. O CTVacinas da UFMG, que também trabalha em tecnologias para outras doenças, lidera a pesquisa.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância de desenvolver tecnologias nacionais para combater doenças que ainda afetam os brasileiros. A pesquisa agora avança para a avaliação dos primeiros voluntários, mas ainda não há previsão de conclusão dos testes ou de disponibilidade da vacina.

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