Não é recente que celebridades têm se manifestado contra as bets, deixando de promover plataformas ou recusando contratos. Paula Lavigne expressou sua opinião contra as plataformas de apostas e fez um apelo ao presidente Lula.
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Durante um evento para discutir o espaço dado a essas empresas no Brasil, a esposa de Caetano Veloso, que lidera a associação Procure Saber, comentou sobre a situação atual.
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“Michel Temer não só deu um golpe no Brasil, como acho que ele trouxe essa desgraceira para nós. Promovo shows há 40 anos e nunca vi nada igual, as plateias estão vazias”, disse ela.
Em seguida, a produtora desabafou: “Ouvimos de todos que há muita oferta, isso e aquilo. É curioso porque quando fazemos um show público, gratuito, o público comparece. Lota. Vide as emendas gastas com os sertanejos. Aliás, desculpe mudar de assunto, mas é importante”, afirmou, antes de completar:
“Então, meu pedido é que acabe com esse horror no Brasil. Vivíamos sem isso. Éramos felizes e não sabíamos. Não tínhamos bet em nossas vidas”, relembrou.
Logo depois, Paula Lavigne observou: “O artista chega ao show, o Caetano, a Marisa Monte, a Anitta, o próprio Emicida, podem dizer: ‘Eu não vou fazer um show patrocinado por bet’. Mas os artistas pequenos não, presidente. Eles chegam lá, têm que fazer, senão não sobrevivem”, defendeu.
No evento, a esposa do cantor falou sobre as exigências da legislação: “A Lei Rouanet é uma lei complicada de usar. Sabe por quê? Porque a prestação de contas é detalhada, você tem que declarar tudo o que gasta. Há um limite para cachê, você não faz o que quer”, afirmou.
E prosseguiu: “Então, esses artistas grandes realmente não usam a Lei Rouanet. Presidente, por favor, se não conseguir impedir que existam bets no Brasil, não deixe que essas bets usem a Lei Rouanet”, pediu.
No fim, a produtora lamentou: “A Lei Rouanet é para retorno de marketing. Já imaginou o que o artista será obrigado a fazer se continuar assim, sem limites”, encerrou.


