Bianca Andrade, popularmente conhecida como Boca Rosa, revelou nesta terça-feira (18/8) a razão de sua internação que interrompeu temporariamente suas atividades profissionais. De acordo com ela, uma infecção bacteriana teve início na bexiga e alcançou os rins.
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Agora em recuperação, a influenciadora, que participa do Dança dos Famosos, relatou que chegou ao hospital a tempo e descreveu o episódio como um grande susto: “Quase virei fotinho em preto e branco no feed com homenagem”, brincou.
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A DOENÇA
Nesta quarta-feira (19/8), a empresária confirmou o diagnóstico: pielonefrite, uma infecção que afeta os rins e geralmente ocorre quando bactérias do trato urinário conseguem subir da bexiga para os rins. Diferente de uma infecção urinária limitada à bexiga, o problema pode se tornar grave e requer avaliação médica.
“A pielonefrite é uma infecção que acomete o rim e merece atenção porque não estamos mais falando apenas de uma infecção localizada na bexiga. Quando as bactérias conseguem alcançar o rim, o quadro pode provocar febre alta, dor lombar, calafrios, náuseas e vômitos e, dependendo da gravidade, evoluir para uma infecção sistêmica”, explicou o urologista Maurício Tunes.
RINS ATINGIDOS
Uma infecção urinária pode começar com sintomas considerados comuns, como ardência ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e urgência urinária. O problema é quando a infecção não é identificada ou tratada adequadamente e as bactérias conseguem alcançar os rins.
“Muitas vezes, a pessoa começa com sintomas aparentemente comuns, como ardência para urinar, aumento da frequência urinária e urgência. O problema é quando esses sinais são negligenciados e a infecção progride. A presença de febre, calafrios e dor nas costas, principalmente na região lombar, é um sinal de alerta para procurar atendimento médico”, afirmou o médico.
A pielonefrite pode atingir pessoas de diferentes idades, mas alguns fatores podem aumentar o risco, entre eles histórico de infecções urinárias recorrentes, cálculos renais, alterações anatômicas do trato urinário e obstruções que dificultem a saída da urina.
RISCO DE SEPSE
Um dos principais motivos de preocupação em uma pielonefrite é a possibilidade de a infecção se espalhar para a corrente sanguínea. Em quadros mais graves, isso pode provocar sepse, uma resposta extrema do organismo a uma infecção que pode levar à disfunção de órgãos.
“O que torna a pielonefrite potencialmente grave é a possibilidade de a bactéria sair do sistema urinário e atingir a circulação sanguínea. Nessa situação, o paciente pode desenvolver sepse, que é uma emergência médica. Por isso, uma pessoa com febre alta, calafrios, dor lombar intensa ou queda importante do estado geral não deve esperar os sintomas passarem em casa”, alertou o especialista.
MAIS PROBLEMAS
Outro fator que merece atenção são os casos em que existe uma obstrução no sistema urinário, como pode ocorrer em pacientes com cálculos renais. Nessas situações, a infecção pode exigir uma abordagem mais rápida.
“Quando existe uma obstrução associada à infecção, a situação exige ainda mais cuidado. Não basta apenas tratar a bactéria: é preciso avaliar se a urina está conseguindo ser drenada adequadamente. Uma infecção associada a uma obstrução pode evoluir rapidamente e precisa de avaliação urológica”, detalhou ele.
SINAIS DE ALERTA
Entre os sintomas mais comuns da pielonefrite estão febre, calafrios, dor na região lombar, mal-estar, náuseas e vômitos. O paciente também pode apresentar sintomas típicos de infecção urinária, como ardência ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária.
“Febre acompanhada de dor na região dos rins é um dos sinais que mais chamam atenção. Se houver também calafrios, vômitos, fraqueza intensa ou alteração do estado geral, é importante procurar atendimento rapidamente. Não é uma situação para tentar resolver apenas com medicamentos por conta própria”, orientou Maurício Tunes.
COMO CUIDAR
O tratamento depende da gravidade do quadro e pode envolver antibióticos, hidratação e acompanhamento médico. Em situações mais graves, pode ser necessária a internação para administração de medicamentos pela veia e monitoramento do paciente.
No caso de Bianca Andrade, ela afirmou que recebeu atendimento a tempo e que o tratamento conseguiu controlar a infecção. A empresária mostrou nas redes sociais que já retomou os compromissos, como os ensaios para o Dança dos Famosos do próximo domingo (23/8).
ATENÇÃO À INFECÇÃO URINÁRIA
O episódio chama atenção para um problema que pode começar de maneira aparentemente simples, mas que, quando não tratado corretamente, pode atingir os rins e provocar complicações.
Para o urologista, reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico são atitudes fundamentais para evitar que a infecção evolua.
“A principal mensagem é não banalizar uma infecção urinária. Quando os sintomas aparecem, especialmente se houver febre ou dor lombar, é importante buscar avaliação médica. Quanto mais cedo identificamos e tratamos uma pielonefrite, maiores são as chances de evitar complicações”, finalizou.


