A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo celebrou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público de São Paulo para investigar declarações atribuídas ao apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, consideradas LGBTfóbicas pela entidade.
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O procedimento foi determinado pelo MPSP, e a Polícia Civil já instaurou a investigação, que tramita sob sigilo em Osasco.
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Presidida pelo deputado estadual suplente Agripino Magalhães Júnior, a associação foi responsável pela representação que deu origem ao procedimento. Em posicionamento sobre o avanço do caso, o ativista afirmou que a iniciativa reforça a importância de levar episódios dessa natureza às autoridades competentes.
> “Nós procuramos as instituições porque LGBTQIAPN+fobia não pode continuar sendo tratada como brincadeira ou entretenimento. Existe uma população que sofre diariamente com preconceito, violência e discriminação. Agora, queremos que os fatos sejam investigados com rigor e que, se houver responsabilidade, sejam aplicadas as medidas previstas em lei.”
Agripino afirmou ainda que a entidade continuará acompanhando o andamento da investigação e adotando as medidas jurídicas cabíveis em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.
A representação contra Ratinho foi protocolada no Ministério Público em 7 de agosto pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo. Posteriormente, o MPSP informou à entidade que a manifestação havia sido encaminhada à área criminal da Promotoria de Justiça de Osasco para apuração.
O caso teve origem em uma declaração feita pelo apresentador durante o Programa do Ratinho, do SBT, em 5 de agosto. Na ocasião, ao comentar o cabelo platinado do cantor sertanejo Tiago Piquilo, Ratinho utilizou uma expressão considerada homofóbica pela associação.
A representação apresentada ao Ministério Público pede que a conduta seja apurada com base na legislação de combate à discriminação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o inquérito deverá investigar uma sequência de falas atribuídas ao apresentador e consideradas LGBTfóbicas.
Ratinho e integrantes da produção do programa poderão ser chamados para prestar depoimento durante as investigações. O procedimento tramita sob sigilo em Osasco.


